18 JAN 2022 | ATUALIZADO 18:13
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11/01/2022 17:23
Atualizado
11/01/2022 17:24

Pesquisa aponta aumento de 8% para 40% nos testes positivos para covid-19 em 2022

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O aumento foi verificado após as festividades de fim de ano. O dado é da pesquisa realizada pela da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica e repassada com exclusividade ao UOL. De todos os exames coletados entre 20 e 26 de dezembro de 2021, apenas 7,6% indicavam positividade para o coronavírus, índice que saltou para 40% entre os exames coletados de 3 a 8 de janeiro de 2022.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Os exames positivos para covid-19 em laboratórios privados no Brasil dispararam depois das festas de fim de ano, revela pesquisa repassada com exclusividade ao UOL pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), que representa 65% dos laboratórios de diagnóstico do país.

De todos os exames coletados entre 20 e 26 de dezembro de 2021, apenas 7,6% indicavam positividade para o coronavírus, índice que saltou para 40% entre os exames coletados de 3 a 8 de janeiro de 2022.

A suspeita de infecção durante o período das festas praticamente dobrou a procura por exames laboratoriais, que viram os testes para covid passarem de 121 mil para 240 mil no mesmo período.

"Se o ritmo for mantido, a expectativa é que, até o final do mês, os números alcancem os registrados no final de janeiro de 2021, quando foram realizados cerca de 1,5 milhão de exames", afirma a Abramed em nota.

"A ômicron tem uma capacidade de transmissão muito maior do que tudo o que a gente viu até agora na pandemia", afirma Noaldo Lucena, pesquisador e infectologista da Fundação de Medicina Tropical de Manaus.

Especialista em doenças inflamatórias e infecciosas, Flávio Protásio Veras, professor da USP de Ribeirão Preto, lamenta a falta de testes em massa disponibilizados pelo poder público no Brasil, "que servem para encontrar os infectados e orientar isolamento".

Como nem todos podem recorrer ao exame em laboratório privado ou ao teste de farmácia, Veras orienta evitar aglomerações e reforçar o uso de máscaras, de preferência do tipo PFF2/N95, com maior poder de filtragem do ar do que as cirúrgicas ou as de pano.

"A PFF2, sem dúvida nenhuma, é melhor se comparada com a máscara de pano", diz o médico. "Essas máscaras são mais modernas" e se ajustam melhor ao rosto, evitando que o vírus chegue às vias respiratórias.

Ontem, o Ministério da Saúde afirmou que enviará à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma nota técnica solicitando a avaliação do autoteste para diagnóstico da covid-19.

Segundo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, o ministério concluiu que o exame pode ser uma "importante ferramenta de apoio" no combate ao coronavírus.


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