13 ABR 2024 | ATUALIZADO 13:43
POLÍCIA
26/02/2024 22:01
Atualizado
26/02/2024 22:07

Mecânico é o segundo suspeito preso em Mossoró por ajudar Tatu e Martelo

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Ronaildo da Silva Fernandes, o Galego, de 38 anos, diz que foi ameaçado para fornecer abrigo e comida aos fugitivos Daibson Cabral Nascimento, o Tatu, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, o Martelo, de 36 anos, na comunidade de Três Veredas, em Baraúna-RN. A PF desconfia que ele não estivesse falando a verdade quanto a ameaça e o jornal O Globo informa que ele recebeu R$ 5 mil para ajudar os foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró.
Imagem 1 -  Ronaildo da Silva Fernandes, o Galego, de 38 anos, diz que foi ameaçado para fornecer abrigo e comida aos fugitivos Daibson Cabral Nascimento, o Tatu, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, o Martelo, de 36 anos, na comunidade de Três Veredas, em Baraúna-RN. A PF desconfia que ele não estivesse falando a verdade quanto a ameaça e o jornal O Globo informa que ele recebeu R$ 5 mil para ajudar os foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró.
Ronaildo da Silva Fernandes, o Galego, de 38 anos, diz que foi ameaçado para fornecer abrigo e comida aos fugitivos Daibson Cabral Nascimento, o Tatu, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, o Martelo, de 36 anos, na comunidade de Três Veredas, em Baraúna-RN. A PF desconfia que ele não estivesse falando a verdade quanto a ameaça e o jornal O Globo informa que ele recebeu R$ 5 mil para ajudar os foragidos da Penitenciária Federal de Mossoró.
Imagens Raquel Lopes/Brasília Hoje

A Justiça, atendendo pedido da Polícia Federal, determinou a prisão do mecânico Ronaildo da Silva Fernandes, o Galego, de 38 anos, na manhã desta segunda-feira, 26, em Mossoró-RN.

O Galego é investigado de ter fornecido apoio aos fugitivos Daibson Cabral Nascimento, o Tatu, de 33 anos, e Rogério da Silva Mendonça, o Martelo, de 36 anos, em Baraúna-RN.

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Força-tarefa diz a Globo News ter encontrado esconderijo de Tatu e Martelo

Tatu e Martelo fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró-RN, localizada na comunidade de Riacho Grande, segundo informa a Polícia Penal Federal, às 3h17, dia 14 de fevereiro de 2024.

Como conseguiram sair da cela do castigo, simultaneamente e evadir-se do presídio de segurança máxima, é motivo de investigação que está sendo conduzida pela Polícia Federal.

Além desta investigação em andamento, a PF também tem outras equipes trabalhando para descobrir o destino dos fugitivos e recapturá-los, com suporte de mais de 300 policiais.

A força-tarefa recebe apoio helicópteros, drones e cães farejadores, além de dezenas de viaturas caracterizadas e descaracterizadas do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Goiás.

Nos primeiros quatro dias de fuga, Tatu e Martelo foram vistos perambulando na região de mata e muitas trilhas entre Riacho Grande e a Serra Mossoró. Não sabiam onde estavam.

Na noite de sexta para sábado, dia 17, renderam um casal (52 anos e mulher de 46) em Riacho Grande, perto do Presídio Federal. Falaram ao casal que não sabiam onde estavam.

Fugiram durante a madrugada, após se alimentarem e se informarem. Levaram dois celulares. Após este fato, o MH recebeu informações, apontando que eles teriam feito 4 ligações.

Duas ligações para o Acre, uma para o Rio de Janeiro e outra para o Ceará. Destas ligações, teriam conseguido apoio. A PF chegou a J. G. C. S, de 22 anos, em Mossoró. Está preso.

Ele teria ajudado ou tentado ajudar os fugitivos providenciando um carro no Ceará, utilizando um Fiat Pálio, já apreendido na sede da Polícia Federal de Mossoró.

No dia 23 de fevereiro, a PF chegou a um possível esconderijo, na comunidade de Três Veredas, em Baraúna. Neste esconderijo, os dois estariam recebendo alimentos.

A PF descobriu que quem dava suporte aos dois era o mecânico Ronaildo Fernandes, o Galego. A propriedade, segundo a PF, pertence a outro possível envolvido com os fugitivos.

Quando soube que estava sendo investigado, Galego se apresentou a PF e, segundo ele, contou que estava sendo ameaçado pelos dois fugitivos para ajudá-los.

À imprensa, Galego contou a mesma história, mas algo chamou atenção. Ele disse que Tatu e Martelo fez a família dele refém por volta das 23 horas de sábado, dia 17.

Ocorre que neste mesmo dia, Tatu e Martelo haviam sido visto quando invadiram a casa em Riacho Grande, em Mossoró, distante 30 KMs de Três Veredas, em Baraúna-RN.

Ou seja, para a história de Galego fazer sentido, Tatu e Martelo teriam que ter feito uma caminhada de 30 KM por mata fechada, partindo de Riacho Grande até Três Veredas.

E teriam feito esta caminhada, com dezenas de patrulhas da polícia nas estradas vicinais e também drones e helicópteros sobrevoando o tempo todo entre Mossoró e Baraúna.

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História contada por Galego não convence as autoridades

A história contada por Galego de que teria sido ameaçado por Tatu e Martelo não convenceu a PF. Segundo O Globo, do Rio de Janeiro, Galego teria recebido 5 mil para ajudar os fugitivos.

Após tudo ter sido investigado, a PF representou pela prisão preventiva de Galego na Justiça Federal, que decretou. Galego foi preso na manhã desta segunda-feira, 26.

A Operação na Região continua. A Polícia Federal oferece recompensa de 30 mil reais porque quem passar informações através do 181 que levem a recaptura de Tatu e Martelo.

Opiniões divididas

Parte da população diz que Tatu e Martelo estão longe. Dizem que tiveram muitas chances de irem embora e teriam aproveitado, após terem sido orientados e usando celulares.

Já outra parte acredita que eles continuam circulando pelas vilas rurais entre Mossoró, Baraúna e Jaguaruana–CE. É nesta área que a Força Tarefa concentra as buscas.


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