28 MAI 2026 | ATUALIZADO 17:49
POLÍCIA
Por: Ayrton Silva
28/05/2026 15:02
Atualizado
28/05/2026 16:49

Réu diz que matou tatuador Ariel, seu amigo de infância, por temer ser morto por ele

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Wilson Mariano da Silva Filho, 26, sentou no banco dos réus nesta quinta-feira, dia 28, para responder pelo assassinato de Ariel Ribeiro Dantas de Lima, 23, ocorrido em fevereiro de 2023 no bairro Boa Vista. Enquanto o Ministério Público afirma que o crime teve ciúmes como motivação, a defesa alega legítima defesa e retaliação após o réu sofrer ameaças e um atentado anterior por parte da vítima.
Imagem 1 -  Wilson Mariano da Silva Filho, 26, sentou no banco dos réus nesta quinta-feira, dia 28, para responder pelo assassinato de Ariel Ribeiro Dantas de Lima, 23, ocorrido em fevereiro de 2023 no bairro Boa Vista. Enquanto o Ministério Público afirma que o crime teve ciúmes como motivação, a defesa alega legítima defesa e retaliação após o réu sofrer ameaças e um atentado anterior por parte da vítima.
Wilson Mariano da Silva Filho, 26, sentou no banco dos réus nesta quinta-feira, dia 28, para responder pelo assassinato de Ariel Ribeiro Dantas de Lima, 23, ocorrido em fevereiro de 2023 no bairro Boa Vista. Enquanto o Ministério Público afirma que o crime teve ciúmes como motivação, a defesa alega legítima defesa e retaliação após o réu sofrer ameaças e um atentado anterior por parte da vítima.
Foto: Pedro Cezar

O Tribunal do Júri de Mossoró julga nesta quinta-feira (28) Wilson Mariano da Silva Filho, 26, sob a acusação de assassinar o tatuador Ariel Ribeiro Dantas de Lima, 23. O crime ocorreu em 7 de fevereiro de 2023, perto de um supermercado no bairro Boa Vista, em Mossoró (RN).

Em depoimento, o réu afirmou que era amigo de infância da vítima, mas que a relação acabou após o tatuador se envolver com a ex-namorada de um amigo em comum, conhecido como Marcinho "Morcego". Segundo Wilson, Morcego ameaçou Ariel, que teria pedido ajuda ao réu para assassinar o rival.


Wilson diz ter recusado a proposta e rompido a amizade. A decisão provocou um desentendimento e, de acordo com o réu, culminou em um atentado no qual ele próprio foi baleado com dois tiros. O acusado aponta Ariel como autor dos disparos. 

Após se recuperar, Wilson mudou-se para o interior de Pernambuco. Ao retornar a Mossoró, ele alega ter voltado a receber ameaças do tatuador. O réu confessou o crime e afirmou que, sob efeito de drogas e por se sentir encurralado, decidiu agir primeiro para revidar o atentado sofrido.

A acusação é feita pelo promotor Eduardo Medeiros Cavalcante, e a defesa, pela defensora pública Leylane Torquato Alencar Andrade.

A Promotoria contesta a versão do réu e afirma que o crime foi motivado por ciúmes. Segundo a denúncia, Wilson decidiu matar o ex-amigo após descobrir que a vítima namorava a sua própria ex-namorada. O Ministério Público ressalta ainda que o ataque em via pública colocou em risco a vida de uma mulher que estava na garupa da moto da vítima.

A defesa sustenta as teses de legítima defesa e retaliação. O réu nega a motivação passional e argumenta que o homicídio foi o desfecho de antigas ameaças de morte.

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