A Construtora CLC iniciou o trabalho de concretagem na duplicação da BR-304, no trecho que liga os municípios de Assú e Mossoró. O avanço dos serviços ocorre após a chegada de uma pavimentadora de grande porte à região. Técnicos e operários realizaram a calibragem do maquinário especializado para o início da concretagem definitiva da pista dupla sob a supervisão direta do engenheiro Rafael Nogueira.
A execução do pavimento rígido de concreto corresponde à implantação da pista dupla definitiva. A estrutura contará com 22 centímetros de espessura e será totalmente reforçada com barras de aço.
O projeto de duplicação da rodovia federal começou a sair do papel no dia 23 de janeiro de 2026, com a assinatura da ordem de serviço pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho. As obras contam com um aporte de R$ 367,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, sob a execução e fiscalização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O primeiro trecho da duplicação compreende uma extensão de 57,6 quilômetros. O balanço técnico aponta que os serviços de base avançaram significativamente nas últimas semanas:
Limpeza de Faixa: Os operários já alcançaram 22,22 quilômetros de limpeza da faixa de domínio, o que corresponde a 38,58% do lote.
Drenagem: As frentes de trabalho executam bueiros e canais ao longo de 14 quilômetros (24,30%).
Terraplenagem: Os serviços de movimentação de solo cobrem 15,6 quilômetros (27,08%).
Macadame Seco: O reforço de base atinge 6,4 quilômetros (11,11%). Os engenheiros realizam a compactação de pedras trituradas para erguer a sustentação que receberá o concreto compactado a rolo.
A engenharia da CLC já concluiu a preparação da base nos primeiros 10 quilômetros da rodovia, deixando o perímetro totalmente apto para receber a pavimentadora. A máquina possui capacidade operacional para implantar 500 metros de pavimento rígido por dia na BR-304. O equipamento foi deslocado temporariamente do Ceará, onde operava na duplicação da BR-116.
O contrato inicial firmado com o Governo Federal prevê que a obra seja concluída em três anos. No entanto, o diretor da CLC, Célio Luiz, projeta que será possível reduzir o cronograma e entregar o lote concluído em cerca de 24 meses. O contingente atual de 100 operários na pista deve ser ampliado para 150 trabalhadores até o fim do ano.
A estratégia logística estipula que, assim que as duas novas vias paralelas forem finalizadas no sentido Assú/Mossoró, as equipes iniciarão imediatamente a fresagem (retirada) do asfalto velho da pista atual. A antiga estrutura passará por reforço de base com pedras e cimento antes de receber também a cobertura de 22 centímetros de concreto armado, finalizando o Lote I.
O segundo lote da duplicação prevê 38,1 quilômetros de pistas entre Macaíba e Riachuelo. A licitação do trecho foi vencida pela CLC em consórcio com outra empreiteira pelo valor de R$ 204,4 milhões. Durante o ato de assinatura da ordem de serviço do lote, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, confirmou que o governo federal planeja autorizar a duplicação do trecho intermediário (Assú a Riachuelo) até dezembro de 2026.
A articulação política para destravar o projeto em Brasília foi encabeçada pelo ex-senador Jean Paul Prates, que viabilizou a inserção da obra no Orçamento Geral da União (OGU) após seguidas cobranças da governadora Fátima Bezerra (PT). O custo total estimado de toda a duplicação potiguar deve ultrapassar R$ 1,2 bilhão. O investimento estrutural reduzirá o índice de acidentes entre a capital e o interior, além de garantir maior agilidade no escoamento da produção regional de frutas, sal marinho e calcário.