
A BR-304 foi totalmente interditada na tarde deste sábado (25), no km 97, em Assú/RN, para a realização da terceira detonação controlada de rochas, necessário para o avanço das obras de duplicação do trecho de 57,6 km entre Assu e Mossoró-RN.
As obras de duplicação da BR 304 começaram no dia 23 de janeiro de 2026. Está sendo tocada pela Construtora CLC, de Mossoró, num contrato com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) de R$ 367,5 milhões.
A previsão de concluir este trecho é de 3 anos, sendo que os diretores da CLC acreditam que isto vai acontecer antes. Atualmente, o trabalho de implantação da camada de concreto já avançou mais de 5 km e de desmatamento e preparação do corpo da pista mais de 20.
Neste sábado, o trânsito foi fechado nos dois sentidos da BR 304, precisamente na altura do KM 97, para mais uma detonação controlada de rochas.
A Polícia Rodoviária Federal acompanhou a operação, garantindo a segurança dos trabalhadores e dos usuários da via durante todo o procedimento.
A interdição teve início às 16h28 e foi encerrada às 17h18, totalizando cerca de 50 minutos. Após a conclusão da detonação e a verificação das condições de segurança, o tráfego foi totalmente liberado no trecho.
Além do primeiro trecho, o DNIT também já contratou o segundo trecho, que compreende entre as cidades de Macaíba e Riachuelo. São 38,1 km que serão duplicados com um investimento de pouco mais de R$ 204,4 milhões.
Os dois trechos da BR 304 entre as cidades de Riachuelo e Assu, segundo garantiu o ministro George André Palermo Santoro, ao assinar a ordem de serviço para duplicar o trecho Macaíba Riachuelo, será contratado a duplicação até o final do ano de 2026.
Quanto ao trecho entre Mossoró e Beberibe, no Estado do Ceará, o ministro garantiu que também será duplicado, a pedido da governadoria Fátima Bezerra. Destaca que a BR 304 tem 418 km que precisa de duplicação, por ser estratégico para o desenvolvimento econômico, com o fortalecimento do turismo na região da Costa Branca.
A duplicação da BR 304 ficou travada por vários anos, em Brasília. Foi destravada pelo então senador Jean Paul Prates nos anos de 2019 e 2020, colocando o projeto no Plano de Investimento do Governo Federal. Em seguida, o mesmo senador conseguiu colocar a obra no Orçamento Geral da União. O então presidente Bolsonaro retirou, mas ele perdeu a eleição e o sucessor dele, Lula, colocou de volta.
