
O sistema de monitoramento de uma mercearia no Sitio Cuati, zona rural de Luís Gomes, Alto Oeste do Rio Grande do Norte, capturou o momento em que o agricultor Francisco Rodrigo Ferreira da Silva, 26, desferiu um golpe fatal com um canivete no pescoço de Ronildo Soares, 47. O crime ocorreu às 15h20 de domingo, dia 26 de julho de 2026. A violência das imagens e os relatos de testemunhas contradizem a alegação de legítima defesa apresentada pelo agressor, que se entregou à polícia após passar horas foragido.
De acordo com o proprietário do estabelecimento, José Jovino da Cruz, o ataque aconteceu de forma repentina e sem que houvesse qualquer discussão prévia entre os dois. Cruz prestou depoimento à Polícia Civil e classificou a ação do jovem como uma "verdadeira covardia", relatando que o agressor entrou no comércio minutos após a chegada da vítima apenas para desferir o golpe de arma branca. O irmão da vítima estava presente no local e confirmou a autoria do crime aos policiais.
Foto 02: Prisão do suspeito
Em seu interrogatório na 77ª Delegacia de Polícia Civil, Silva tentou justificar o assassinato alegando que Soares havia iniciado uma confusão por causa de cigarro, arrancado o enfeite de seu boné e lhe dado um tapa no rosto. Ele afirmou ter usado um canivete para se defender de supostas ameaças. No entanto, a versão caiu por terra após a realização do exame de corpo de delito, que atestou que o agressor não apresentava nenhuma lesão corporal ou marca de agressão pelo corpo.
Diante da brutalidade do crime e do risco de coação a testemunhas, o juiz em substituição Rivaldo Pereira Neto decretou a prisão temporária do agricultor por 30 dias. O magistrado destacou que a gravação do circuito interno de videomonitoramento mostra com clareza o momento do ataque e que a manutenção do acusado em liberdade colocaria as investigações em risco. Silva foi transferido para o Complexo Penal de Pau dos Ferros.
As investigações do caso estão sendo conduzidas pelo delegado Pedro Henrique Mareco Batista de Souto, do Nucleo de Investigação de Mortes Violentas na região de Pau dos Ferros, que já trata o caso como esclarecido, diante do que foi dito pelas testemunhas no inquérito policial, do que mostra as imagens do dia do ocorrido e as provas periciais arroladas.