30 SET 2026 | ATUALIZADO 17:06
ESTADO
30/09/2026 17:04
Atualizado
30/09/2026 17:05

Governo Federal libera primeiros 12 km de pista duplicada na BR-304 no RN

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O trecho inaugurado fica entre Assú e Mossoró, um investimento de R$ 367,5 milhões via Novo PAC. A entrega do trecho, que corresponde a 10% do total da obra, considerado o principal eixo logístico do estado, foi marcada por discursos políticos da governadora Fátima Bezerra (PT) e do ministro George Santoro. A gestão projeta concluir mais 7km até dezembro e destravar projetos históricos na região, como a Estrada do Cajueiro, no próximo ano, bem como licitar e iniciar neste mesmo período, os outros lotes de duplicação da BR 304, entre Assu e Macaíba-RN.
Imagem 1 -  ntre Assú e Mossoró, um investimento de R$ 388 milhões via Novo PAC. A entrega do trecho, considerado o principal eixo logístico do estado, foi marcada por discursos políticos da governadora Fátima Bezerra (PT) e do ministro George Santoro. A gestão projeta estender a duplicação até dezembro e destravar projetos históricos na região, como a Estrada dos Cajueiros, no próximo ano.
ntre Assú e Mossoró, um investimento de R$ 388 milhões via Novo PAC. A entrega do trecho, considerado o principal eixo logístico do estado, foi marcada por discursos políticos da governadora Fátima Bezerra (PT) e do ministro George Santoro. A gestão projeta estender a duplicação até dezembro e destravar projetos históricos na região, como a Estrada dos Cajueiros, no próximo ano.
Foto: Pedro Cezar

O governo federal liberou nesta quarta-feira (30) os primeiros 12 km de pavimento de concreto de um total de 114km  no trecho entre Assu e Mossoró-RN, dentro do projeto de duplicação da BR-304/RN, o principal eixo logístico do Rio Grande do Norte.

O trecho inaugurado fica entre os municípios de Assú e Mossoró, na região Oeste potiguar, compreendendo o intervalo de 57 km de rodovia federal entre os quilômetros 94 e 106 da rodovia. O trecho concluído corresponde a 10% do total da obra, que está orçada inicialmente em R$ 367,5 milhões.

A abertura das novas faixas ao tráfego ocorre em formato de ato político discreto e técnico na manhã de hoje, com a presença da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e do ministro dos Transportes, George Santoro.

A entrega coincide com a transferência temporária da sede do governo estadual para Mossoró durante as celebrações locais da Festa da Liberdade.

A obra é embalada politicamente pela gestão estadual como uma vitória do campo progressista local. A governadora relembrou a articulação de aliados, como o ex-senador Jean Paul Prates (PT), e os esforços de sua própria trajetória parlamentar. "Eu vim lutando por isso desde a época quando eu era deputada federal, para incluir no orçamento", afirmou Fátima Bezerra.

Segundo a chefe do Executivo potiguar, o projeto ganhou tração definitiva após uma escolha estratégica cobrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós temos muitas prioridades, mas quando o Lula pediu as três principais, eu não titubeei que a duplicação da BR-304 tinha que estar na linha de frente, junto com a conclusão das obras do São Francisco", disse.

Ritmo das obras e novos trechos

O segmento de 12 quilômetros liberados integra o chamado Lote 1B da obra, que projeta a duplicação total de 57,6 quilômetros de estrada conectando os dois polos regionais (Assu/Mossoró). O investimento do governo federal no lote alcança R$ 367,5 milhões, custeados por meio de repasses do Novo PAC.

De acordo com o ministro George Santoro, a meta do governo é entregar mais 7 quilômetros de pistas novas até dezembro deste ano. A conclusão do lote completo até Mossoró está prevista para dezembro de 2027. Isto ocorrendo, a empresa CLC vai está concluindo o trabalho muito antes do prazo de 3 anos previsto no contrato.

A estrada do cajueiro

Questionado sobre a lentidão histórica para a construção da "estrada do cajueiro", BR-437, que liga Mossoró/RN até Limoeiro do Norte no estado do Ceará, Santoro atribuiu o atraso a gargalos herdados e à falta de planejamento de gestões passadas. "Nós entramos no governo e não tinha nem projeto. A gente entrou, fez o projeto e estamos agora no licenciamento. Os governos anteriores não fizeram isso", declarou o ministro.

O governo federal também prevê para o segundo semestre do próximo ano o início das obras da Estrada do Cajueiro e da licitação do trecho que liga Mossoró a Aracati (CE), cujos projetos aguardam licenciamento junto ao Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN).

Esta rodovia é muito importante para escoar a produção de calcário, sal e frutas da região de Mossoró para o sul do Pais, pois coloca as carretas direto na BR 116, que liga o Ceará o Centro Sul do Brasil. Estes caminhões, com cartas pesadas, atualmente precisam atravessar as areas urbanas de Apodi, Itaú, São Franciasco do Oeste, para alcançar a BR 116, na região perto de Ererê-CE. Com a estrada do Cajueiro, o motorista de caminhão terá como opção seguir pela BR 405 até a comunidade de Jucuri, acessar a BR 437 e seguir até a BR 116, na região do Cajueiro, entre as cidades de Limoeiro e Taboleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, no Ceará.

Duplicação do restante da BR 304

Paralelamente, o Ministério dos Transportes informou que os projetos executivos para os trechos entre Riachuelo e Lajes, chegando até Assú, devem ser finalizados no próximo ano. Já no segmento entre Riachuelo e a Reta Tabajara (Grande Natal), o ministro descartou entregas para 2026. O trecho encontra-se em fase de limpeza de terreno e terraplanagem, com previsão de abertura das primeiras pistas apenas para o segundo semestre de 2027.

A governadora do Rio Grande do Norte e o ministro dos Transportes destacaram, também, que o trecho da BR 304, que compreende entre as cidades de Mossoró e Aracati, no Ceará, também será duplicado, neste mesmo pacote de contratação. Estão fazendo primeiros os lotes, conforme planejado, para, em seguida, também fazer a duplicalção adeentrando no Estado do Ceará. 

Gargalo logístico

A BR-304 possui 418 quilômetros de extensão em solo potiguar e funciona como a principal ligação do Rio Grande do Norte com o Ceará e o restante do país. Historicamente operando em pista simples, o trecho é marcado por intensos conflitos de tráfego entre veículos de passeio e caminhões pesados voltados ao escoamento de combustíveis, sal marinho e fruticultura.

Para a administração estadual, a duplicação reflete diretamente na economia e nos índices de acidentes da região. "É proteção à vida, segurança viária e fomento ao desenvolvimento econômico na veia", defendeu Fátima Bezerra.

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