07 NOV 2026 | ATUALIZADO 10:00
POLÍCIA
05/11/2026 19:02
Atualizado
05/11/2026 19:02

Operação contra rede de bets ilegais mira seis estados, incluindo o RN e bloqueia R$ 3,4 bilhões

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O Rio Grande do Norte figurou como um dos pontos centrais da ofensiva de segurança. A Polícia Civil potiguar (PCRN) atuou em conjunto com equipes do DF, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Distrito Federal. A participação da PCRN reforça as ações de monitoramento e combate à interiorização de crimes financeiros e lavagem de dinheiro atrelados a jogos de azar no Nordeste.
Imagem 1 -  O Rio Grande do Norte figurou como um dos pontos centrais da ofensiva de segurança. A Polícia Civil potiguar (PCRN) atuou em conjunto com equipes do DF, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Distrito Federal. A participação da PCRN reforça as ações de monitoramento e combate à interiorização de crimes financeiros e lavagem de dinheiro atrelados a jogos de azar no Nordeste.
O Rio Grande do Norte figurou como um dos pontos centrais da ofensiva de segurança. A Polícia Civil potiguar (PCRN) atuou em conjunto com equipes do DF, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Distrito Federal. A participação da PCRN reforça as ações de monitoramento e combate à interiorização de crimes financeiros e lavagem de dinheiro atrelados a jogos de azar no Nordeste.
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Uma megaoperação liderada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrada na manhã desta quinta-feira (5), mirou uma rede de plataformas de apostas online (bets) não autorizadas que movimentou R$ 734 milhões. Batizada de Operação Azzardo, a ação mobilizou cerca de 200 policiais civis e resultou no bloqueio judicial de R$ 3,483 bilhões pertencentes aos investigados.

O Rio Grande do Norte figurou como um dos pontos centrais da ofensiva de segurança. A Polícia Civil potiguar (PCRN) atuou em conjunto com equipes do DF, São Paulo, Goiás, Paraná e Ceará no cumprimento de 52 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça do Distrito Federal. A participação da PCRN reforça as ações de monitoramento e combate à interiorização de crimes financeiros e lavagem de dinheiro atrelados a jogos de azar no Nordeste.

A ofensiva atingiu diretamente os polos financeiros do país, com mandados cumpridos na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima e na Vila Olímpia, em São Paulo, além de bairros do Distrito Federal (Sobradinho e Ceilândia) e municípios goianos como Goiânia e Planaltina de Goiás.

Empresas de fachada e estelionato

As investigações começaram há cinco meses, após alertas enviados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). A polícia identificou que os sites ilegais funcionavam sem aval do governo federal, mas eram amplamente divulgados em redes sociais e apareciam em motores de busca.

De acordo com o delegado Paulo Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da PCDF, o esquema veio à tona também após apostadores registrarem boletins de ocorrência relatando que não recebiam os prêmios devidos. "Aparentemente estavam sendo vítimas de estelionato", afirmou o delegado.

O dinheiro das apostas era canalizado para mais de 100 contas abertas em uma fintech sediada em São Paulo, movimentando cerca de R$ 1 bilhão por meio dessa estrutura. Para ocultar os valores, o grupo utilizava empresas de fachada. Uma delas constava formalmente no endereço de uma padaria; outra estava registrada em uma residência humilde, cuja moradora admitiu ter recebido R$ 200 para ceder seus dados pessoais aos criminosos. 

Devastação societária

Além dos vultosos bloqueios financeiros que alcançaram 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas, a decisão judicial determinou a suspensão imediata do CNPJ e dos registros comerciais de 100 empresas e microempreendedores individuais. Houve também a quebra dos sigilos bancário e fiscal de mais de 160 alvos e a proibição de abertura de novas contas bancárias por 90 dias. 

Os envolvidos responderão por uma cartela de crimes que inclui exploração de loteria não autorizada, lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato por fraude eletrônica e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem ultrapassar os 30 anos de reclusão.

O nome Azzardo faz alusão à expressão italiana gioco d'azzardo, que significa "jogo de azar".

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