19 FEV 2019 | ATUALIZADO 19:18
ECONOMIA

Comitiva solicita agilidade na venda de campos maduros terrestres do RN

No Rio Grande do Norte, 33 campos de petróleo terrestres da Bacia Potiguar (com parte no Ceará) deverão ser vendidos pela Petrobras, com o objetivo de ceder os direitos de exploração
Da redação
31/08/2018 07:16
Atualizado
14/12/2018 08:19
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Comitiva solicita agilidade na venda de campos maduros terrestres do RN
Pólo Industrial de Guamaré/RN, onde é tratado todo o petróleo produzido no Estado - Valéria Lima
A revitalização das atividades de exploração e produção de petróleo do Rio Grande do Norte começa a avançar com a mobilização da classe empresarial potiguar. Capitaneado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, representada pelo seu vice-presidente, Vilmar Pereira, o setor se reuniu na manhã desta quarta-feira (29), em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, para discutir alternativas à reestruturação do setor com a retirada dos investimentos da Petrobras.

 Participaram também da reunião, o senador Garibaldi Alves Filho (MDB), o secretário de Petróleo e Gás do MME, João Vicente Vieira, o superintendente do SEBRAE-RN, Zeca Melo, o presidente da Redepetro-RN, Gutemberg Dias, e o empresário e membro da Redepetro, José Nilo.

No Rio Grande do Norte, 33 campos de petróleo terrestres da Bacia Potiguar (com parte no Ceará) deverão ser vendidos pela Petrobras, com o objetivo de ceder os direitos de exploração. O presidente da FIERN Amaro Sales de Araújo tem se empenhado para conseguir agilizar os processos e buscar soluções para reativar uma das principais atividades econômicas do Estado.

O setor de petróleo e gás responde por cerca de 40% do PIB industrial do Estado. “É fundamental que unamos forças e nos articulemos para que a atividade não sofra mais perdas e possa voltar a crescer no Estado”, afirma.



 A comitiva apresentou dois pleitos: a mediação do Ministério das Minas e Energia para dar celeridade a venda dos campos terrestres - e consequente cessão dos direitos de exploração -; e a retomada do programa do governo federal Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (REATE). O Programa busca impulsionar a produção on shore nacional dos atuais 90 mil barris/dia para 500 mil barris/dia.

 A venda de ativos e campos da Petrobras, parte do programa de desinvestimentos, é uma oportunidade para que empresas independentes, que já atuam no setor, possam se organizar para assumir a exploração de poços maduros. Para isso, explica o superintendente da SEBRAE-RN, Zeca Melo, é necessário que seja definido quem vai operacionalizar os campos nestas áreas. 

 “O ministro se mostrou bastante sensibilizado com a situação no RN e se comprometeu a ver, junto a ANP (Agência Nacional do Petróleo), o processo de vendas”, afirmou Melo. Uma reunião com representantes da ANP e a delegação do RN está prevista para este mês de setembro.

 A ideia é que as empresas possam voltar, a partir da venda dos campos, a operar nos poços do estado e com o Reate alavancar a produção do RN dos atuais 48 mil barris/dia, segundo dados da Redepetro, para o patamar de 11º mil barris/dia - média diária registrada antes do desinvestimento da estatal.

 Nos últimos anos, lembra o empresário e membro da Redepetro José Nilo, a cadeia produtiva do petróleo no RN vem sofrendo com a desativação gradual dos poços e a retirada de investimentos e venda de ativos da Petrobras. “Isso tem gerado um vazio na produção, porque o processo de vendas está estagnado com a retirada da Petrobras e sem que a outra empresa tenha assumido. A expectativa é que se agilize para termos a definição de quem vai operacionalizar e voltar a produzir”, afirma Nilo.

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