23 MAR 2019 | ATUALIZADO 09:07
NACIONAL

Mangueira é campeã do carnaval carioca com o avesso da História do Brasil

A apresentação marcou ainda com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado. Foi o segundo campeonato do carnavalesco Leandro Vieira na agremiação, depois da vitória de 2016, com uma homenagem a Maria Bethânia
AGÊNCIA O GLOBO
06/03/2019 18:31
Atualizado
06/03/2019 18:31
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Mangueira é campeã do carnaval carioca com o avesso da História do Brasil
No carnaval do Rio, triunfaram o samba, o discurso e a emoção da Estação Primeira de Mangueira. A verde e rosa conquistou seu vigésimo campeonato num desfile sobre os heróis esquecidos da história do Brasil. A apresentação marcou ainda com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passad
Antonio Scorza / Agência O Globo

No carnaval do Rio, triunfaram o samba, o discurso e a emoção da Estação Primeira de Mangueira. A verde e rosa conquistou seu vigésimo campeonato num desfile sobre os heróis esquecidos da história do Brasil. A apresentação marcou ainda com uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado.

Foi o segundo campeonato do carnavalesco Leandro Vieira na agremiação, depois da vitória de 2016, com uma homenagem a Maria Bethânia.

A vice-campeã foi a Viradouro, de Paulo Barros, vencedora ano passado da Série A. Em terceiro lugar ficou a Vila Isabel, com uma das apresentações mais luxuosas da década. Em quarto ficou a Portela. Em quinto, o Salgueiro. E, completando o desfile das campeãs, no sábado que vem, a Mocidade Independente de Padre Miguel.

A Mangueira liderou junto com a Viradouro até o terceiro quesito (mestre-sala e porta-bandeira). A escola de Niterói, no entanto, perdeu um décimo em alegorias e adereços. A Mangueira, que tinha perdido pontos no quesito ano passado, garantiu as notas 10. E manteve a primeira posição de forma isolada.

Este ano, a agremiação investiu na contratação do casal Priscilla Mota e Rodrigo Negri, criadores de aberturas famosas, como a da mudança de roupas da Unidos da Tijuca, em 2010. Na Verde e Rosa, ele apostaram numa coreografia em que mostrava figuras históricas pequenas diante de índios e negros. Tinha ainda a menina Cacá Nascimento que abria uma faixa com a palavra "presente", em referência à vereadora assassinada Marielle Franco.

A Vila Isabel, que tinha perdido um décimo por ter estourado o tempo limite de desfile em um minuto, chegou a assumir a vice-liderença. Mas, em samba-enredo, a Vila ficou para trás, ao perder três décimos. Viradouro também saiu do quesito com dois décimos a menos. Mas depois saiu ilesa da apuração, e garantiu o vice-campeonato.


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