19 MAI 2019 | ATUALIZADO 09:00
ESTADO

Relatório mostra que 92% dos alunos do IFRN têm perfil de baixa renda

O IFRN terminou 2018 com um número de 40.178 estudantes matriculados e desse total, 92,4% possuem renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio, apresentando perfil para inclusão nas ações de assistência estudantil
DA REDAÇÃO E TN
09/05/2019 18:05
Atualizado
09/05/2019 18:09
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Relatório mostra que 92% dos estudantes do IFRN têm perfil de baixa renda
O IFRN terminou 2018 com um número de 40.178 estudantes matriculados e desse total, 92,4% possuem renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio, apresentando perfil para inclusão nas ações de assistência estudantil
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Em um documento elaborado como forma de prestar contas sobre as ações desenvolvidas no Instituto Federal do Rio Grande do Norte no ano passado, foi enviado ao Tribunal de Contas da União o Relatório de Gestão 2018 da instituição. O objetivo é registrar números relativos aos projetos realizados, e também fazer uma análise sobre riscos e impacto gerados com cada uma das ações. O Relatório foi aprovado no último dia 26 de abril pelo Conselho Superior (Consup) da Instituição, através da Resolução 19/2019.

O IFRN terminou 2018 com um número de 40.178 estudantes matriculados e desse total, 92,4% possuem renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio, apresentando perfil para inclusão nas ações de assistência estudantil. Nesse contexto, houve um aumento de 7% entre os alunos atendidos por programas de assistência, sendo 11 mil atendimentos de saúde, 4.400 auxílios moradia e de transporte e 1.323 bolsas de apoio à formação estudantil.

Um dos resultados foi o aumento de 11% no Índice de Permanência e Êxito dos Estudantes, sendo um dos maiores apresentados pela Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do país. Eles estão matriculados entre 86 cursos técnicos, 13 cursos de licenciatura, 20 cursos superiores de tecnologia, um de engenharia, 22 especializações, quatro mestrados, um doutorado.

Em 2018, foram ofertados ainda 133 cursos de extensão, de forma totalmente gratuita, aos moradores das regiões onde es instalam os 21 campi do IFRN, além da realização de 218 projetos de ação social. Mesmo sem a instalação de campi novo, houve uma ampliação de 5% no número das vagas ofertadas.

Entre os cursos superiores, cinco deles foram avaliados com o conceito 5, a nota máxima atribuída pelo MEC: Licenciatura em Espanhol (Campus Natal-Zona Leste), Licenciatura em Formação Pedagógica de Docentes para a Educação Profissional e Pedagógica (Campus Parnamirim), Tecnologia em Marketing (Campus Natal-Zona Norte), Licenciatura em Matemática (Campus Santa Cruz) e Tecnologia em Sistemas para Internet (Campus Currais Novos). O Instituto obteve ainda um Índice Geral de Cursos (IGC) 4, que indica a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação ofertados.

Outro destaque foi o primeiro lugar no Brasil entre a Rede Federal no Webometrics, ranking das universidades do mundo pesquisado por um grupo espanhol. O critério é o impacto das citações sobre a instituição e a relevância dos seus trabalhos na rede mundial de computadores.

Quanto à pesquisa e inovação, houve um número de 21 registros de propriedade intelectual, quatro registros de patente (pedido), 15 softwares e uma marca; além da finalização do Centro de Tecnologia Mineral (CT Mineral), em Currais Novos. O CT conta com um dos seis únicos equipamentos canadenses, no Brasil, para a realização da mineração com menos impacto ambiental, estando todos os outros cinco na iniciativa privada. O CT será lançado neste ano e vai servir para o desenvolvimento de pesquisas e testes na área da mineração, beneficiando todo o estado. O IFRN conta ainda com 9 incubadoras tecnológicas, duas delas com o certificado CERNE, um dos mais importantes na área do empreendedorismo.

Os estudantes e servidores publicaram também 269 artigos em revistas com Qualis A e B, os mais altos nas avaliações das publicações científicas. Foram implantados 602 projetos de pesquisa e inovação tecnológica e a Editora IFRN publicou 23 livros inéditos. Foram desenvolvidos 337 projetos de extensão, que têm o objetivo de aplicar o conhecimento adquirido para a solução de algum problema das comunidades. A Pró-Reitoria de Ensino destinou ainda R$ 800 mil para o aumento do acervo das bibliotecas instaladas em todos os campi, enquanto a Diretoria de Gestão de Pessoas capacitou 1.600 servidores para o melhor desenvolvimento de suas atividades acadêmicas e administrativas.

Administrativo

Quanto à administração dos recursos, os campi e a Reitoria somaram uma economia de 27% nas contas de energia elétrica, com a implantação de usinas de energia fotovoltaica (solar) em todas as suas unidades. O resultado é equivalente a uma economia de cerca de R$1,3 milhão no ano, o que neutralizou a emissão de 281 toneladas de CO2 na atmosfera. Quanto à Tecnologia da Informação, o IFRN apresentou ainda um índice de 99% na disponibilidade de sua rede.

Números

133 cursos de extensão foram oferecidos de forma gratuita aos moradores das regiões dos 21 campi.

1.323 bolsas de apoio à formação estudantil foram distribuídas para os estudantes com perfil de assistência estudantil.


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