23 JUL 2019 | ATUALIZADO 11:19
ESTADO

“Tem gente tendo que escolher se come ou se compra água", diz prefeito

“Além de não distribuir água como deve ser, além de fazer cobranças indevidas, a CAERN ainda abre dezenas de buracos nas ruas da cidade e não conclui o serviço”, denunciou o prefeito Rivelino Câmara
31/05/2019 18:31
Atualizado
31/05/2019 18:37
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“Tem gente tendo que escolher se come ou se compra água", diz prefeito
Prefeito Rivelino Câmara disse:“Além de não distribuir água como deve ser, além de fazer cobranças indevidas, a CAERN ainda abre dezenas de buracos nas ruas da cidade e não conclui o serviço”
FOTO EDUARDO MAIA

30% da população do município de Patu (12 mil) não recebe água em suas casas e mesmo sem receber água a CAERN que tem a concessão para prestar o serviço de abastecimento da cidade, está cobrando contas de 2008 e 2009.

O deputado Bernardo Amorim, do AVANTE, cobrado pela população para se posicionar sobre o assunto, realizou Audiência Pública na cidade de Patu para discutir o assunto no início da manhã desta sexta-feira, dia 3.

“Não é admissível que continuemos com 30% da cidade sendo massacrada com a falta do precioso líquido”, disse o deputado Bernardo ao iniciar a Audiência Pública.

A audiência contou com encontro reuniu prefeito vereadores, empresários, seguimento religioso, universidade, e a população em geral, que lotou o plenário da Câmara Municipal de Patu

O diretor regional da CAERN, Márcio Bruno Dantas, acompanhado com o advogado Francisco Rogério, ouviu as reclamações dos moradores, vereadores, professores universitários e da igreja.

“Nós precisamos sair dessa audiência pública com documentos e com soluções para a melhoria no abastecimento d´água em Patu”, destaca o deputado Bernardo Amorim.

“Essa é uma situação que tem preocupado todos nós patuenses. A necessidade de ter o abastecimento regularizado é gritante”, reclama o prefeito Rivelino Câmara.

O prefeito acrescenta: “Tem gente tendo que escolher se come ou se compra água. Por isso a importância dessa audiência pública”, disse o prefeito reclamando da CAERN com Patu.

“Além de não distribuir água como deve ser, além de fazer cobranças indevidas, a CAERN ainda abre dezenas de buracos nas ruas da cidade e não conclui o serviço”, denunciou.

A presidente da Câmara Lucélia Ribeiro disse que “não podemos admitir que, por coincidência ou não, os bairros mais carentes, mais afastados da cidade, onde moram pessoas de menor poder aquisitivo, continuem a ficar sem a água. São pessoas carentes, sobreviventes do Bolsa Família, daí a necessidade urgente de uma solução”, reclamou Lucélia.

A diretora do Campus da UERN em Patu, professora Claudia tomé, a falta de água é tão grave em Patu que chega a cessar o direito do aluno frequentar a faculdade.

O padre Telmo Feitosa, pároco da paróquia de Nossa Senhora das Dores e reitor do Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis (Serra do Lima), fala em soma de esforços para resolver o problema o quanto antes, pois prejudica a população. O Santuário do Lima não tem água.

A empresária Cristina Ernesto disse que “só sabe como está complicado quem trabalha no setor turismo. Para se ter uma ideia, não chega água no Santuário do Lima, o nosso maior ponto turístico. Por isso, esse é um momento muito importante para nós que fazemos o turismo de Patu”, reclamou a empresária Cristina Ernesto, do setor turístico.

O advogado Francisco Rogério, da CAERN, disse:

“Essa é uma responsabilidade do concedente e do concedido, no caso da prefeitura e da CAERN, mas é preciso se dizer que tudo tem um custo e alguém precisa pagar por isso. De forma que a CAERN não pode arcar com esse problema sozinha”, rebateu o advogado da companhia.

Francisco Rogério explicou que existe uma Ação Civil Pública, celebrado entre a CAERN e o Ministério Público: “Qualquer consumidor que achar que está sendo cobrado indevidamente, deve comparecer a CAERN e registrar o ocorrido”, informou.

Francisco Rogério reconheceu que essa medida não foi divulgada à população. “Acho que o que faltou foi a companhia divulgar esse acordo homologado entre a CAERN e o Ministério Público”, concluiu.

No final da Audiência o gerente regional da Região Oeste da CAERN, Marcio Bruno Dantas, se comprometeu em divulgar nos próximos dias um calendário sobre o abastecimento no município e justificou os principais problemas abordados.

“Temos buscado soluções. Uma delas é a divulgação desse calendário. Dizer que a CAERN está atenda e disposta a solucionar essas demandas da cidade de Patu e de outros municípios”, disse Márcio Bruno Dantas.

Como encaminhamento da Audiência, um grupo de trabalho foi criado e uma audiência foi marcada com a governadora e a direção da Companhia para os próximos dias.

“Esse grupo de trabalho ficará responsável por discutir e propor soluções para a regularização do abastecimento d´água. Não mediremos esforços para ver o povo de Patu recebendo água da forma correta e com a cobrança devida pelo produto recebido e não de forma irregular”, finalizou o deputado Bernardo Amorim.

“Tem gente tendo que escolher se come ou se compra água", diz prefeito

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