25 AGO 2019 | ATUALIZADO 17:47
ECONOMIA

Senador reage as medidas do governo Bolsonaro que ameaçam empregos

Jean Paul Prates estava trabalhando contra uma medida do governo Bolsonaro que gera desemprego na indústria de fabricação de painéis solares quando recebeu a notícia da portaria que ameaça o setor salineiro do RN
14/07/2019 11:09
Atualizado
14/07/2019 11:33
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Senador reage as medidas do governo Bolsonaro que ameaçam empregos
Senador convoca secretário do Ministério da Economia para explicar medidas que ameaçam empregos no Brasil
FOTO: EDILSON RODRIGUES, AGÊNCIA SENADO

Sobre a portaria do Governo Bolsonaro que ameáça a produção de sal no RN, o senador Jean Prates do PT do RN disse: “Estive durante toda a semana que passou trabalhando praticamente sozinho contra estas novas portarias desta Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia”.

Prates estava trabalhando para derrubar a portaria que prejudica a indústria de painéis solares no Brasil e beneficia o mercado externo, quando recebeu a notícia de que havia portaria também prejudicando o ciclo do sal no RN. Bolsonaro faz exatamente o contrário do que diz o slogan de campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

A medida adotada esta semana ameaça mais 25 mil empregos diretos só no setor salineiro do Rio Grande do Norte e beneficia quem trabalha na produção de sal gema no Chile. Esta portaria e as demais, segundo o senador petista, prejudica em cheio a indústria nacional, que num curto espaço de tempo vai gerar desemprego e afetar a economia.

Para Prates, a turma se distrai facilmente com factoides, defende um governo vendilhão por puro constrangimento de se unir com a esquerda em defesa dos interesses nacionais. Na realidade, o Governo Bolsonaro alardeia benefícios, e, escondido, prejudica com medidas como estas colocadas em vigor esta semana.

O senador petista lamenta as críticas que fizeram ao mandato dele por não ter ido à “celebração” do decreto que tornou o sal do RN de interesse social. Para ele, este decreto é um “factoide”, se não vier acompanhado de medidas práticas que garanta a autonomia, altivez do setor salineiro da produção a entrega ao mercado consumidor.


“Agora temos aí a realidade batendo à porta: como eu insisto em dizer sempre, se o setor não deixar de politicagem e se voltar para um processo de reorganização estratégico sério e comprometido com eficiência, transparência, defesa da indústria nacional e interação positiva com as cidades e comunidades, vai depender sempre de mendigar salvaguardas governamentais e jamais terá a autonomia e a altivez que merece!”, destaca o senador, que é advogado e economista, com pós nos EUA e França.

Prates disse que o seu gabinete e o Governo do Estado (que já demonstrou eficiência no apoio ao setor através da Secretaria de Tributação) estão à disposição para agir concretamente em favor “da nossa indústria mais tradicional e hegemônica” do RN. Ele espera também apoio de toda a bancada do Rio Grande do Norte nesta luta.

Ressaltante, no entanto, que “é preciso um plano estratégico claro e consensual, para fugir da demagogia barata, dos factoides para enganar temporariamente, dos argumentos fracos e evasivos”, e fortalecer o setor salineiro do RN e também outros setores geradores de riquezas no Brasil que estão sendo prejudicados por medidas impensadas do Governo.

Foto: Janderson Dantas


A princípio, o senador destaca que é preciso que a indústria do sal trabalhe com sua própria logística, se aprofunde em pesquisa/inovação (Ufersa já faz um trabalho maravilhoso) para consolidar sua posição e ter o que mostrar e como reagir nestas horas de agressão ao setor.

 Primeiro passo é unir a bancada federal do Rio Grande do Norte, Governo do Estado, para convencer o Governo Bolsonaro a revogar a portaria que abre o mercado brasileiro para sal gema chileno e prejudica a indústria brasileira, em especial o Rio Grande do Norte.

O senador Jean Paul Prates, que se mantém atento a estas questões relacionadas a economia e ao mercado brasileiro, geração de empregos, disse que além do sal e a questão dos painéis fotovoltaicos, outros setores também foram prejudicados e que estes setores podem se unir e agir em conjunto para forçar o governo federal a revogar estas medidas.

“O setor de módulos solares fotovoltaicos também está lutando contra uma portaria semelhante, e tenho trabalhado efetivamente com eles a respeito”, destaca o senador, que já convidou o secretário do Ministério da Economia para explicar as medidas no Senado e é a oportunidade dos salineiros também atuarem em conjunto para convence-lo a mudar de idéia.

Assista vídeo.



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