09 JUL 2020 | ATUALIZADO 15:05
ESTADO
COM INFORMAÇÕES DA INTER TV CABUJI
02/06/2020 15:16
Atualizado
02/06/2020 16:52

‘Falar em flexibilização é o maior absurdo que deve existir, o povo deve ficar em casa’

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Em entrevista para a InterTV, em tom visivelmente revoltado, o secretário de saúde de Natal, George Antunes, disse que é uma “tragédia anunciada” flexibilizar a abertura do comércio. A entrevista polêmica chegou a fazer com que o secretário pedisse demissão do cargo, mas acabou sendo mantido pelo prefeito Álvaro Dias.
Imagem 1 -  ‘Falar em flexibilização é o maior absurdo que deve existir, o povo deve ficar em casa’. Em entrevista para a InterTV, em tom visivelmente revoltado, o secretário de saúde de Natal, George Antunes, disse que é uma “tragédia anunciada” flexibilizar a abertura do comércio. A entrevista polêmica chegou a fazer com que o secretário pedisse demissão do cargo, mas acabou sendo mantido pelo prefeito Álvaro Dias.
‘Falar em flexibilização é o maior absurdo que deve existir, o povo deve ficar em casa’. Em entrevista para a InterTV, em tom visivelmente revoltado, o secretário de saúde de Natal, George Antunes, disse que é uma “tragédia anunciada” flexibilizar a abertura do comércio. A entrevista polêmica chegou a fazer com que o secretário pedisse demissão do cargo, mas acabou sendo mantido pelo prefeito Álvaro Dias.
FOTO: REPRODUÇÃO

Em entrevista ao jornal Bom Dia RN, da InterTV Cabuji, o secretário de Saúde de Natal, George Antunes, disse que é “uma tragédia anunciada” falar sobre flexibilização da quarentena no estado, com a abertura do comércio.

Segundo ele, a população deve esquecer os decretos da governadora e dos prefeitos e ficar em casa.

“Esqueçam pelo amor de Jesus Cristo e fiquem em casa. Isso é o maior absurdo que a gente pode ver nos dias de hoje, se falar em flexibilização. O povo deve ficar em casa. Os poderes, os governantes, têm que ter a coragem de dizer o que são serviços essenciais nas suas cidades, o que é serviço essencial dentro desse estado, e não abrir comércio da forma como está sendo aberto, chamar o povo para a rua, distribuir máscara para causar sensação de falsa segurança", disse.

O secretário afirmou, ainda, que o pico da pandemia do novo coronavírus deve ocorrer no estado próximo ao dia 15 de junho e se manter por pelo menos outros 15 dias.

Devido a isso, ele afirmou que está "revoltado" com o apelo pela flexibilização do comércio e pela liberação em si, que já ocorre em algumas cidades do estado.

"Estou completamente revoltado, você percebeu até o tom de voz meu que já mudou quando se fala nesse assunto. Para mim é um absurdo", disse.

O secretário também criticou o fechamento dos pronto-socorros de hospitais estaduais e de uma UPA de Parnamirim, na região metropolitana, no fim de semana, o que causa superlotação nas unidades da capital.

"Mesmo compreendendo que é uma obrigação minha ter pronto atendimento, mas o estado recentemente fechou a porta do (Hospital) Giselda Trigueiro. Ontem à noite o secretário manda uma mensagem dizendo que vai fechar a porta do Hospital Santa Catarina e só vai receber paciente referenciado. Parnamirim se dá ao direito de fechar uma Unidade de Pronto Atendimento. Isso do ponto de vista de legalidade, nem existe, é inadmissível se fechar uma unidade de pronto atendimento. Isso pode se caracterizar até como omissão de socorro", disse.

George Antunes ainda considerou que, mesmo com a abertura de leitos no Hospital de Campanha e no Hospital Municipal, o sistema não dará conta da demanda de novos pacientes. Isso porque os pacientes da Covid-19 são de longa permanência nas UTIs.

Uma pessoa com coronavírus, de acordo com ele, leva de 14 dias a 20 dias internado, quando precisa de tratamento crítico.

"Ou a gente fecha a metade dessas portas que estão abertas, que eu acho um absurdo o que está acontecendo, ou nós vamos ter um caos. Se vocês estão achando que a situação está crítica, é porque vocês não tem noção exata do que virá. A se manter nessa condição, nós vamos ter pessoas morrendo nas calçadas, sem ter direito nem a entrar em uma unidade de pronto-atendimento ou hospital", disse.

PEDIDO DE DEMISSÃO

A entrevista teria causado um desentendimento entre o secretário e o prefeito de Natal, Álvaro Dias. Ainda nesta segunda (1º) George Antunes informou que enviou uma carta de demissão ao prefeito.

Fontes da gestão afirmaram que o prefeito Álvaro Dias não teria ficado satisfeitos com as duras críticas feitas por George Antunes sobre a flexibilização do comércio.

No entanto, na manhã desta terça-feira (2), após consenso entre os dois, ficou decidido que George Antunes permanece à frente da pasta.


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