14 JUL 2020 | ATUALIZADO 12:10
NACIONAL
COM INFORMAÇÃO DO BEM ESTAR
19/06/2020 15:59
Atualizado
20/06/2020 18:13

Brasil ultrapassa 1 milhão de casos da Covid-19; Pandemia avança no Nordeste

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O levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde mostra que já há 1.009.699 casos confirmados e 48.427 mortes causadas pela doença; Especialista teme que, com a chegada do inverno, estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave no Nordeste, a população se torne mais vulnerável ao coronavírus.
Imagem 1 -  O levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde mostra que já há 1.009.699 casos confirmados e 48.427 mortes causadas pela doença; Especialista teme que, com a chegada do inverno, estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave no Nordeste, a população se torne mais vulnerável ao coronavírus.
O levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde mostra que já há 1.009.699 casos confirmados e 48.427 mortes causadas pela doença; Especialista teme que, com a chegada do inverno, estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave no Nordeste, a população se torne mais vulnerável ao coronavírus.
FOTO: REPRODUÇÃO

O Brasil chegou a 1 milhão de casos de coronavírus, mostra um boletim extra do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Até as 14h desta sexta-feira (19), havia 48.427 mortes por Covid-19 e 1.009.699 casos confirmados em todo o Brasil.

Embora elevados, os números de casos e de mortes estão subnotificados. O Brasil ainda faz, menos testes para detectar a doença do que deveria: são tão poucos RT- PCR (exames laboratoriais ideais para diagnosticar a Covid-19), que o número de casos confirmados muitas vezes é secundário para cientistas que analisam a evolução da pandemia.

AVANÇO DA PANDEMIA NO NORDESTE

Os números de Covid-19 continuam altos na região Nordeste e não há tendência de melhora, afirma o professor de epidemiologia computacional Jones Albuquerque das universidades Federal e Federal Rural de Pernambuco (UFPE e UFRPE).

Albuquerque explica que todos os estados aparecem em "vermelho" nos gráficos usados no laboratório da UFPE, que levam em consideração o número de infectados, a taxa de contágio e o número de casos para cada 100 mil habitantes.

"Todos os estados estão ruins. Uns ruins, outros muito ruins. Pernambuco até umas duas semanas atrás vinha num cenário bom em relação ao Brasil, mas retrocedeu. Piauí está terrível, Sergipe é o pior de todos", diz.

Há, ainda, uma tendência de interiorização dos casos em Pernambuco e em todo o Nordeste, assim como no resto do país, afirma Albuquerque.

"As cidades do interior não têm a mesma infraestrutura, então os casos acabam vindo para a capital. Havia a esperança de que, no interior, as pessoas ficassem mais espaçadas, mas não é isso o que está acontecendo", afirma José Luiz de Lima Filho, médico e professor também nas universidades federais de Pernambuco.

Lima Filho explica que Recife, por exemplo, conseguiu ampliar o número de leitos de UTI, assim como o Ceará, mas que isso não foi visto em outras cidades, como Natal.

O médico também sinaliza que os testes sorológicos, usados por várias cidades no país para detectar anticorpos para o vírus, podem distorcer as estatísticas, por causa dos muitos falsos negativos.

"Eles podem mostrar menos casos, então você imagina que está melhor. Mas o número de óbitos vai ser o mesmo. A situação não está sob controle no Nordeste", enfatiza o médico.

A região ainda tem um risco a mais para esta época do ano, que são as arboviroses (dengue, zika, e chikungunya).

"Esses estados têm dengue como arbovirose séria. Vamos supor que as pessoas fiquem mais em casa – o mosquito consegue picar mais gente ao mesmo tempo", afirma Albuquerque. "Ainda não há dados, mas vai vir uma onda de arboviroses. Vai ser algo nunca visto na história mundial".

Lima Filho reitera a preocupação com essas doenças e ressalta, também, que não se sabe o que pode acontecer se as pessoas forem infectadas, ao mesmo tempo, com Covid-19 e alguma das arboviroses.

Ele também avalia que a retomada das atividades na região é precipitada. "A saúde precisa entender a economia, mas a economia precisa entender a saúde. Se as pessoas começarem a morrer, a economia vai perder muito mais", pondera.

Ricardo Lustosa, professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (Ufba), explica que, com a chegada da estação em que há maior incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Nordeste, o temor é que a população se torne mais vulnerável ao coronavírus.

"É um período que deve ser visto com preocupação, porque temos uma parcela maior da população que tem o sistema respiratório fragilizado e pode ficar mais suscetível" - Ricardo Lustosa, professor da Ufba

"Se concomitante à Covid o cidadão estiver com sistema imune e respiratório em déficit, por SRAG, o corpo terá mais desafios, maior dificuldade de combater o vírus, podendo ampliar a procura e a necessidade de internações e [resultar em] sobrecarga do sistema de saúde, bem como das UTIs", lembra.


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