14 JUL 2020 | ATUALIZADO 12:10
ESTADO
29/06/2020 15:19
Atualizado
29/06/2020 16:22

RN registra redução na taxa de transmissibilidade, mas procura por leitos ainda é alta

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A taxa, que representa o quanto um indivíduo é capaz de contaminar outros, foi reduzida para menos de 1, mas há ainda alta pressão por leitos de UTI, mesmo diante deste quadro de redução apresentado nos últimos seis dias. "É preciso que todos, setor produtivo, Poderes e pessoas se mantenham solidários, respeitem as medidas protetivas e cumpram o isolamento. A doença ainda é muito agressiva", disse o professor Ricardo Valentim, coordenador do LAIS.
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FOTO: DEMIS ROUSSOS

O Rio Grande do Norte apresentou uma redução da taxa de transmissibilidade da Covid-19 para um pouco abaixo de 1.

Os dados são do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da UFRN, coordenado pelo professor Ricardo Valentim, e apresentados durante a entrevista coletiva desta segunda-feira (29).

De acordo com o professor, três pesquisas apontam a diminuição da taxa de transmissibilidade da doença no Estado. Os estudos são de responsabilidade do professor José Dias - que utiliza modelagem matemática -, do LAIS e dos professores ngelo Roncalli e Kênio Lima, da UFRN.

"São três metodologias diferentes que apontam redução da transmissibilidade que é o quanto um indivíduo é capaz de contaminar outros", informou Valentim.

Embora neste momento a transmissibilidade tenha reduzida para menos de 1 (a taxa já ficou entre 1,5 e 2,1), há ainda alta pressão por leitos de UTI, mesmo diante deste quadro de redução apresentado nos últimos seis dias.

O coordenador do LAIS explica que há uma mudança no perfil da demanda por leitos. Os dados do Regula RN mostram que a média de 90 casos na fila aguardando internação em leitos críticos, vem se reduzindo.

"Nosso monitoramento verifica aumento na indicação de pacientes para leitos do tipo clínicos - o que pode ser encarado de forma positiva pois é mais fácil ter estes leitos, já que eles demandam menos equipamentos e pessoal especializado".

O professor Valentim ressalta, contudo, que a sociedade não deve reduzir o isolamento social. "É preciso que todos, setor produtivo, Poderes e pessoas se mantenham solidários, respeitem as medidas protetivas e cumpram o isolamento. A doença ainda é muito agressiva", afirmou.

O secretário adjunto de saúde do Estado (Sesap), Petrônio Spinelli, ressalta que a redução da transmissibilidade influi no número de casos de Covid-19 e reflete o maior cuidado das pessoas com uso de máscaras e maior adoção das ações do Pacto pela Vida, iniciativa governamental que obteve a adesão de muitas prefeituras.

"Iniciamos a semana com viés de baixa na ocupação de UTIs. Esta redução vem se configurando desde a semana passada, mas ainda é muito alta", afirmou.

A pressão maior por leitos críticos ocorre em Natal e região metropolitana que concentra 60% a 70% da demanda.

"Por isso, o foco da Sesap, hoje, é a abertura de leitos no Hospital João Machado, em Natal, e no Hospital Regional de Macaíba", afirmou Petrônio, acrescentando que "a situação de hoje tem que continuar. Não é momento de sair do isolamento e distanciamento social, mas de responsabilidade das pessoas, instituições, empresas e poderes públicos de manterem isolamento e respeitarem as medidas de proteção".


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