28 SET 2020 | ATUALIZADO 18:25
NACIONAL
10/09/2020 10:01
Atualizado
10/09/2020 10:05

Lava Jato investiga fraude em operação de crédito entre banco e Petrobras

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A PF cumpre hoje (10) 25 mandados de busca e apreensão em um esquema que investiga fraudes em operações de câmbio comercial contratadas pela Petrobras com o Banco Paulista. Segundo o MPF, funcionários do banco cobravam sobrepreço nas operações da operação e a diferença era desviada para executivos da estatal. O prejuízo é estimado em R$ 100 milhões, e o esquema ocorreu entre 2008 e 2011.
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FOTO: REPRODUÇÃO

Vinte a cinco mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (10), na 74ª fase da Operação Lava Jato, em um esquema que investiga fraudes em operações de câmbio comercial contratadas pela Petrobras com o Banco Paulista.

A operação foi batizada de Sovrapprezzo, e os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro, em Teresópolis e na capital.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), funcionários do banco cobravam sobrepreço nas operações da operação e a diferença era desviada para executivos da estatal. O prejuízo é estimado em R$ 100 milhões, e o esquema ocorreu entre 2008 e 2011.

Os alvos dos mandados de busca e apreensão são três executivos do Banco Paulista, em São Paulo; Cinco pessoas ligadas às empresas utilizadas no esquema no Rio de Janeiro; Três funcionários que trabalharam na gerência de câmbio da Petrobras; E quatro familiares desses funcionários, suspeitos de participação na dissimulação e na ocultação das variações patrimoniais, por meio de empréstimos e doações ideologicamente falsos.

OPERAÇÕES DE COMPRA E VENDA DE DÓLARES COM A PETROBRAS

As investigações revelaram que, entre agosto de 2008 e março de 2011, o Banco Paulista intermediou o equivalente a R$ 7,7 bilhões em operações de compra e venda de dólares com a Petrobras.

Esse volume, segundo a força-tarefa, foi transacionado pelos três funcionários da gerência de câmbio.

O esquema, ainda de acordo com a Polícia Federal, funcionava mediante possível pagamento de propina para operadores da empresa pública a ser dividida com empregados da instituição financeira, paga em troca do direcionamento dos negócios cambiais para o Banco Paulista.

As ordens judiciais foram determinadas pelo juiz Luiz Antônio Bonat, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Os crimes investigados na atual fase são corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação ou organização criminosa.

De acordo com o procurador Alexandre Jabur, entre as provas colhidas ao longo das investigações, destacam-se mensagens de emails dos funcionários a Petrobras e planilhas emitidas pelo departamento de integridade corporativa da companhia.

Com relação ao Banco Paulista, as provas também são robustas, segundo o procurador.

BLOQUEIO DE BENS

A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados em contas no Brasil e no exterior, até o limite de 97 milhões e 65 mil reais.

A PF disse que as investigações tem o objetivo de comprovar a prática de lavagem de dinheiro supostamente praticadas pelos investigados através de:

Movimentação de valores no Brasil e no exterior, mediante o uso de off shores;

Subfaturamento na aquisição de imóveis e negócios;

Interposição de pessoas em movimentações de capitais;

Utilização de contratos fictícios de prestação de serviços firmados entre o banco e empresas dos colaboradores envolvidos, assim como o grau do vínculo associativo mantido por todos.

FORÇA-TAREFA FOI PRORROGADA ATÉ JANEIRO

Na quarta-feira (9), a Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou que os trabalhos da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba, no Paraná, foram prorrogados até janeiro de 2021. O despacho é assinado pelo subprocurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros.

O prazo atual de funcionamento da força-tarefa terminaria nesta quinta (10), se não houvesse a prorrogação. Os procuradores responsáveis pelos inquéritos haviam pedido um prazo maior, de um ano (até setembro de 2021).


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