08 MAI 2021 | ATUALIZADO 18:16
SAÚDE
02/05/2021 15:11
Atualizado
02/05/2021 20:07

APAMIM, mesmo com dificuldades, desbloqueia 12 leitos de UTI no HSL

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A unidade chegou a ter 17 leitos bloqueados por falta de kit de intubação, pelo fato de não existir para vender no mercado por um preço justo; Como o Governo Federal havia requerido a produção nacional destes medicamentos desde o dia 19 de março, caberia ao Governo Federal reabastecer os hospitais custeados pelo SUS com estes medicamentos, o que não está fazendo a contento
Imagem 1 -  A unidade chegou a ter 17 leitos bloqueados por falta de kit de intubação, pelo fato de não existir para vender no mercado por um preço justo; Como o Governo Federal havia requerido a produção nacional destes medicamentos desde o dia 19 de março, caberia ao Governo Federal reabastecer os hospitais custeados pelo SUS com estes medicamentos, o que não está fazendo a contento
A unidade chegou a ter 17 leitos bloqueados por falta de kit de intubação, pelo fato de não existir para vender no mercado por um preço justo; Como o Governo Federal havia requerido a produção nacional destes medicamentos desde o dia 19 de março, caberia ao Governo Federal reabastecer os hospitais custeados pelo SUS com estes medicamentos, o que não está fazendo a contento

A direção geral da APAMIM, que administra o Hospital São Luiz, em Mossoró, confirma que desbloqueou, depois de enorme esforço junto com o Governo do Estado,  Prefeitura de Mossoró e Ministério Público Estadual, 13 dos 17 leitos de UTI covid19 que havia bloqueado por falta de kit intubação.

No entanto, no final da manhã deste domingo, dia 2, foi necessário o bloqueio de um leito de UTI covid19, ficando assim 45 ativos com pacientes de Mossoró e região. Para manter estes pacientes medicados com sedativos e relaxantes musculares, a direção geral da APAMIM, empregou um grande esforço para conseguir adquirir e pegar emprestado os medicamentos.

O Sistema Regula RN/LAIS/UFRN informa que no Hospital São Luiz três leitos bloqueados por falta de kit intubação e outros dois por falta de insumos diversos. E, no caso de não conseguir mais medicamentos ou insumos, pode ocorrer novos bloqueios de leitos. A direção da APAMIM, na pessoa de Larizza Queiroz, está tratando a questão com zelo e responsabilidade.

A mesma dificuldade que passa os hospitais da filantropia APAMIM e Liga de Combate e Estudos do Câncer, passam também os hospitais privados para para conseguir os medicamentos de UTI. É que a produção nacional destes insumos foram requeridos pelo Governo Federal para o Ministério da Saúde distribuir com os hospitais públicos, privados e filantrópicos, o que não está fazendo a contento.

No caso dos hospitais do Estado, em Mossoró, no caso no Hospital Regional Tarcísio Maia e Hospital Regional Rafael Fernandes, recebem os insumos que vem do Governo Federal. Não chega a ser a contento, mas o suficiente para manter os pacientes internados. O HRTM tem 13 leitos covid19 e outros 20 de UTI geral, todos lotados, que precisam de sedativos e relaxantes musculares.

A falta de medicamento de UTI, em geral, se dá pelo fato de todas as UTIs do País estarem, em sua grande maioria, com pacientes intubados e/ou com indicação para intubar. Para intubar o paciente, é preciso relaxante muscular (rocurônio) e principalmente sedativos (propofol). Como o Governo Brasileiro não preparou a indústria para produzir medicamentos com estas funções, faltou.

E piorou quando o governo Brasileiro requereu a produção nacional, deixando os hospitais privados e filantrópicos, como o São Luiz e o Hospital da Oncologia, a mercê do mercado negro da venda de medicamentos.  Eles aumentaram milhares de vezes o preço dos medicamentos de UTI.

O propofol, por exemplo, que uma ampola custava 5 reais em janeiro de 2021, antes do decreto, hoje não sai por menos de R$ 70 reais, podendo chegar a R$ 140,00. E, isto, quando se encontra, um vendedor que tenha estas medicações em estoque.

Devido a estes fatos, o APAMIM ficou sem ter como e onde comprar (por valor justo) para manter os pacientes que estão nos 50 leitos de (45 ativos com pacientes) no Hospital São Luiz, em Mossoró.

Apesar de não está sendo levada a sério pela classe política, a questão da falta de medicamentos de UTI é extremamente grave, pois afeta diretamente todos os pacientes de UTI, seja covid19 ou geral, podendo ocasionar mortes de pacientes.

A escassez de medicamentos inclui também antibióticos, como Polimixina, que é indicado para combater bactérias hospitalares. Como o tempo de internação do paciente covide19 aumentou, aumentou também as infecções hospitalares, chegando ao ponto de o paciente ter que enfrentar as consequências do novo coronavirus e também de bactéria ultra resistentes.

No caso do Hospital São Luiz, os 45 leitos de UTI abertos estão com pacientes e também os 20 de enfermaria. Mantê-los abertos, vai depender da disposição no mercado e também do Governo do Estado para disponibilizar medicamentos.


Notas

Posto JP Fevereiro de 2021

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