26 JUN 2022 | ATUALIZADO 12:59
MOSSORÓ
Cézar Alves
14/10/2015 13:54
Atualizado
12/12/2018 09:35

Acusado de matar dona de casa e balear pedreiro pega 26,8 anos de prisão

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Crimes aconteceram em maio de 2011 e teve como motivação banal. Reu tentou matar o pedreiro e matou a dona de casa que estendia roupa no varal
Imagem 1 -  Acusado de matar dona de casa e balear pedreiro pega 26,8 anos de prisão
Cézar Alves

O Tribunal do Júri Popular condenou, nesta quarta-feira (14), Jeovan Teixeira de Carvalho, de 24 anos, a 26 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de Maria Aparecida da Silva Freitas (na época com 47 anos) e por tentar matar Kleberildo Gomes Cavalcante, de 31 anos.

O julgamento teve início às 9h30, porque o réu estava no Presídio de Segurança Máxima de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, que fica perto de Natal. O juiz Vagnos kelley Figueiredo de Medeiros presidiu os trabalhos, que terminou ao meio dia.

Os trabalhos foram abertos com o sorteio do Conselho de Sentença, que terminou composto por cinco homens e duas mulheres. Em seu depoimento no plenário, Jeovan Teixeira negou que tenha sido o autor dos disparos que matou Maria Aparecida e feriram Kleberildo.

O promotor Armando Lúcio Ribeiro destacou na denúncia que Jeovan Teixeira foi à casa da vítima Kleberildo Gomes, no dia 11 de maio de 2011, saber sobre a moto que havia sido tomada de assalto. Lá, perguntou sobre um telefone. Kleberildo respondeu que não sabia e deu as costas.

Neste momento, conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, Jeovan Teixeira começou a atirar. Kleberildo saiu correndo. Sua vizinha Maria Aparecida estava colocando roupas no varal e terminou atingida com dois tiros e morreu no Hospital Regional Tarcísio Maia.

Kleberildo conseguiu socorro e sobreviveu. Na polícia, Kleberildo identificou o atirador. A polícia e a Justiça ouviram testemunhas que relataram como os fatos aconteceram, mas não souberam apontar com precisão quem teria atirado nos dois.

Entretanto, os pais de Jeovan Teixeira foram embora de Mossoró e na cidade onde moram deram declaração que haviam deixado Mossoró, pois temiam que a família da senhora Maria Aparecida, assassinada pelo seu filho, fosse se vingar do crime do filho matando eles.

O promotor pediu a condenação do réu por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio em sua forma qualificada. O advogado de Defesa, José Galdino, defendeu tese de negativa de autoria, seguindo a linha de depoimento do réu no plenário.

O Conselho de Sentença decidiu por condenar o réu conforme o pleito do Promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro. Jeovan Teixeira pegou 16 anos de prisão pela tentativa de homicídio, porém neste caso foi reduzido para 10 anos. E pegou 16 anos e oito meses pelo homicídio.

Como a pena acumula, o juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros aplicou pena de 26 anos de prisão e 8 meses de prisão, inicialmente, em regime fechado. Concluído os trabalhos, o réu seguiu com a escolta armada para o Presídio de Alcaçuz, em Natal.

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