Passa e fica (RN) -- Seguindo a programação do Caminho das Águas, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, visitou, nesta quinta-feira (21), as obras da Adutora do Agreste Potiguar, uma das principais iniciativas para ampliação do abastecimento hídrico no interior do Rio Grande do Norte (RN).
O empreendimento, executado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada do MIDR, vai ampliar e reforçar o abastecimento hídrico de três sistemas adutores intermunicipais, beneficiando 38 municípios da região Agreste do estado e cerca de 510 mil pessoas. “A segurança hídrica está diretamente ligada ao desenvolvimento regional. Garantir água, energia, saúde e educação é essencial para combater desigualdades e promover inclusão social. Nada disso acontece por acaso: tudo está conectado”, afirmou Waldez Góes.
Com investimento superior a R$ 515 milhões, a adutora, obra estruturante do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), terá extensão total de 171 quilômetros e capacidade de captação de 890,94 litros por segundo. Atualmente, as obras seguem em andamento, com cerca de quatro quilômetros de tubulação já assentados e novas frentes de implantação autorizadas.
Segundo o ministro, os investimentos fazem parte de uma estratégia mais ampla do Governo Federal para ampliar o alcance da segurança hídrica no Nordeste. “A transposição do São Francisco começou para matar a sede de cerca de 12 milhões de pessoas, mas hoje os projetos associados já alcançam mais de 20 milhões de brasileiros. No novo PAC, água para todos virou um dos nove eixos prioritários, com R$ 33 bilhões previstos até 2027, sendo a maior parte destinada ao Nordeste”, ressaltou Waldez Góes.
Para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, a presença do ministro reforça a prioridade dada ao Nordeste. “Foi com Lula que a transposição do São Francisco começou e é com ele que essa água está chegando ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou.
A governadora também destacou o papel do diálogo institucional para o avanço das obras no estado. “Em 2023, batemos à porta do Ministério fazendo um apelo para que o sistema adutor do Seridó começasse, e hoje ele está em fase de conclusão. Isso é compromisso com o povo potiguar”, completou Fátima Bezerra.
A presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), Larissa Rêgo, ressaltou a importância da articulação entre os entes federativos para viabilizar o projeto. “Estamos diante de algo que foi um grande desafio para a agência e para o estado, e isso demonstra a sinergia entre o ministério, o governo federal e o governo estadual para entregar essa obra até o final deste ano”, destacou.
Já o secretário de Infraestrutura Hídrica da Casa Civil, Irani Braga Ramos, lembrou que a obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento após a conclusão do projeto executivo. “A governadora apresentou a adutora do Agreste como prioridade, incluímos a elaboração do projeto no PAC e, assim que ele foi concluído, a obra passou a integrar o programa. Nosso papel agora é acompanhar de perto o cronograma para que a população tenha acesso à água de qualidade o mais rápido possível”, afirmou.
O Projeto Caminho das Águas reflete o compromisso do Governo Federal com a ampliação da infraestrutura hídrica no semiárido nordestino, promovendo segurança hídrica, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida da população.