19 JUN 2024 | ATUALIZADO 09:17
POLÍCIA
05/06/2022 20:11
Atualizado
05/06/2022 20:17

Acusado de matar o pai em Jucurutu será julgado nesta segunda em Mossoró

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Segundo a promotoria, Fernando Soares teria mando um pistoleiro matar o pai, o agricultor Joseni Soares, no dia 7 de setembro de 2012, em Jucurutu, porque este se negou a ajuda-lo no assassinato de Erivan da Silva, o qual matou por ciúmes de uma jovem adolescente. Fernando nega ter mando matar o pai. Além dele, também será julgado Gilmar Trigueiro, pelo mesmo crime.
Imagem 1 -  Segundo a promotoria, Fernando Soares teria mando um pistoleiro matar o pai, o agricultor Joseni Soares, no dia 7 de setembro de 2012, em Jucurutu, porque este se negou a ajuda-lo no assassinato de Erivan da Silva, o qual matou por ciúmes de uma jovem adolescente. Fernando nega ter mando matar o pai. Além dele, também será julgado Gilmar Trigueiro, pelo mesmo crime.
Segundo a promotoria, Fernando Soares teria mando um pistoleiro matar o pai, o agricultor Joseni Soares, no dia 7 de setembro de 2012, em Jucurutu, porque este se negou a ajuda-lo no assassinato de Erivan da Silva, o qual matou por ciúmes de uma jovem adolescente. Fernando nega ter mando matar o pai. Além dele, também será julgado Gilmar Trigueiro, pelo mesmo crime.
Foto: Arquivo

O Tribunal do Júri Popular de Mossoró se reúne nesta segunda-feira, no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, a partir das 8h da manhã, para julgar o caso Joseni Fernandes Soares, o Joseni de Deca de Napoleão, ocorrido no dia 7 de setembro de 2012 no município de Jucurutu-RN.

Os réus são: Fernando Pereira Soares (filho da vítima. Está preso em Caicó) e Gilmar Trigueiro (em liberdade). O caso deveria ter sido julgado pela sociedade em Jucurutu, mas devido a repercussão, terminou sendo transferido para ser julgado em Mossoró.

O Ministério Público Estadual, representado pelo experiente promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, aponta Fernando Pereira Soares como mandante do assassinato do próprio pai, o pecuarista Joseni Fernandes, porque este teria se recusado a acoberta-lo em outro crime de homicídio ocorrido em Jucurutu, que teve como vítima Erivan da Silva.

Erivan da Silva, por sua vez, teria sido assassinado por Fernando Pereira por ter paquerado com a então namorada dele, uma adolescente. Este caso, inclusive, o réu Fernando Pereira já foi levado a julgamento pela Justiça Estadual, na Comarca de Mossoró.

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Além deste processo, o réu Fernando Soares também responde há vários outros na região Seridó.

No caso do assassinato de Josenir de Deca de Napoleão, o julgamento dos dois réus do caso está previsto de acontecer nesta segunda-feira, 6, sob a presidência do juiz Wagnos Kelly Figueiredo de Medeiros.

Na acusação, o experiente promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro e na defesa os advogados José Bartolomeu de Medeiros Linhares e Jandir Olinto Ferreira da Silva.

Segundo a denúncia, no dia 7 de setembro de 2012, no Sítio Barracho, zona rural de Jucurutu, por volta das 20 horas, o réu Fernando Pereira Soares teria mando matar o pai Joseni Fernandes Soares, porque não teria recebido apoio do pai no assassinato de Erivan da Silva, seu desafeto por ciúmes.

Narra o MPRN, que no dia crime, de forma dissimulada, o pistoleiro passou em frente a casa e o cumprimentou, seguindo em frente. Minutos depois, ele voltou pela mesma rua, e falou: “Quer dizer que você é Joseni?” e em seguida abriu fogo na vítima.

Ainda segundo a peça do MPRN, no dia do crime, Fernando Soares teria passado três vezes em frente a casa do pai Joseni, o que não era de costume. O MP suspeita que tenha sido para indicar o pistoleiro a localização exata do pai. Outro fator que depõe contra o réu é o fato dele ter mantido contato com os pistoleiros nas proximidades da Pousada Mike.

Quando abordado pela Polícia Civil sobre o caso, Fernando Soares negou ter mando matar o pai Joseni. Disse que não tinha desavença com o pai.

Para o julgamento, o Ministério Público Estadual e a defesa arrolaram 13 testemunhas. Os trabalhos devem começar com o sorteio dos sete membros do Conselho de Sentença. Em seguida, deverá ser interrogado as 13 testemunhas e por último os dois acusados. Espera-se que tudo seja esclarecido com os depoimentos.

Depois o Ministério Público Estadual terá pelo menos 90 minutos para explicar o caso ao Conselho de Sentença, pedindo a condenação do réu ou não. Os advogados de defesa terão mesmo tempo para contra argumentar em favor dos réus.

Ao final, os sete jurados, em sala secreta, decidem se condenam ou não Fernando Soares por ter mando matar o pai Joseni Soares, assim como o outro réu no processo, Gilmar Trigueiro. O Júri tem previsão de ser concluído no final da tarde.


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