25 FEV 2024 | ATUALIZADO 11:05
SAÚDE
CEZAR ALVES
29/11/2023 16:58
Atualizado
29/11/2023 19:23

Pacientes agonizam no HRTM e médicos ameaçam parar sexta-feira, dia 1 de dezembro

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Em Natal, o Sinmed denuncia que o governo do Estado deve mais de três meses as empresas médicas terceirizadas. No caso de Mossoró, a situação é bem mais grave. O Estado não paga aos anestesiologistas e clínicos gerais desde março e os médicos querem receber com juros e correção monetária. Através da Assessoria, o Estado diz que a SESAP e a direção dos hospitais estão negociando para não parar em Natal e voltar ao trabalho em Mossoró. Ao MOSSORO HOJE, pacientes relatam situação desesperadora.
Imagem 1 -  Em Natal, o Sinmed denuncia que o governo do Estado deve mais de três meses as empresas médicas terceirizadas. No caso de Mossoró, a situação é bem mais grave. O Estado não paga aos anestesiologistas e clínicos gerais desde março e os médicos querem receber com juros e correção monetária. Através da Assessoria, o Estado diz que a SESAP e a direção dos hospitais estão negociando para não parar em Natal e voltar ao trabalho em Mossoró. Ao MOSSORO HOJE, pacientes relatam situação desesperadora.
Em Natal, o Sinmed denuncia que o governo do Estado deve mais de três meses as empresas médicas terceirizadas. No caso de Mossoró, a situação é bem mais grave. O Estado não paga aos anestesiologistas e clínicos gerais desde março e os médicos querem receber com juros e correção monetária. Através da Assessoria, o Estado diz que a SESAP e a direção dos hospitais estão negociando para não parar em Natal e voltar ao trabalho em Mossoró. Ao MOSSORO HOJE, pacientes relatam situação desesperadora.
Foto: Cedida

O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED), Geraldo Ferreira, alerta que caos pode se instalar na saúde a partir da próxima sexta-feira, 1º de dezembro de 2023, nos hospitais regionais da Capital e de Mossoró.

O Governo do Estado, através de sua assessoria, informa que a Secretaria Estadual de Saúde (SESAP) e a direção dos hospitais estão negociando com as empresas médicas. No que se refere ao Hospital Regional Tarcísio Maia, trabalham para os médicos retornarem.

Enquanto a situação não se resolve entre Governo do Estado e médicos, quem sofre são os pacientes. O depoimento abaixo é chocante. 

  1. “Moço, é que está muita gente aqui sofrendo com o descaso aqui. Vários e vários dias aguardando procedimento cirúrgico. Eu estou com uma fratura exposta no braço. Os anestesiologistas no dia que ia fazer, entraram de greve. Falta de pagamento. Faz dez meses que não recebem pagamento. Eu tô pedindo ajuda, porque estou desesperada. Não só eu, como várias pessoas aqui nos leitos, tudo aguardando cirurgia. Pelo amor de Deus, homi, me ajude, venha aqui com a reportagem para ver se esta governadora se movimenta para pagar este povo, para a gente sair deste sofrimento aqui. Tá precária a situação aqui, homi. Uma senhora aqui estava com mais de 20 dias esperando um procedimento cirúrgico e ontem veio a óbito. Eu peço até pelo amor de Deus, se o Senhor puder ajudar, vim com a reportagem aqui, falar com a direção, saber o que está acontecendo, homi, por favor.  Meu nome é Glenda Joane da Silva, estou na Clínica Cirúrgia, quarto 305, leito 6”.

Geraldo Ferreira diz que, no momento que o Governo do Estado deixa de pagar as empresas terceirizados por mais de noventa dias, já configura o quadro de inadimplência, o que, segundo ele, impõe sérias dificuldades aos médicos para honrrarem seus compromissos.


Em nota, o Sinmed informa nesta quarta-feira que recebeu ofícios dando conta da possibilidade de paralisações de atendimento quase generalizadas a partir de 1º de dezembro, nos hospitais Maria Alice, Santa Cataria e Hospital Regional Tarcísio Maia.

O Sinmed denuncia que estão em situação de inadimplência os Pediatras do Hospital Maria Alice, Obstetras e Pediatras do Hospital Santa Catarina, em Natal. Acrescenta que no Hospital Tarcísio Maia, em Mossoró, são os Clínicos e Anestesiologistas.

Em Mossoró, Ronaldo Fixina, da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), confirma que a situação é insustentável. No caso, o Governo do Estado estaria devendo os meses de março, abril, maio e junho, além de julho, agosto, setembro e outubro.

Com relação aos meses de março, abril, maio e junho, Ronaldo Fixina diz que os profissionais não abrem mão de receber estes valores agora em dezembro, do Governo do Estado, com juros e correção monetária. Vê o quadro como insustentável.

Inclusive, está agendado para acontecer uma assembleia às 19h30 desta quarta-feira, 29, na sede da CAM, em Mossoró, para discutir a questão.

Os médicos clínicos gerais não se pronunciaram a respeito, porém, alguns médicos em contato com o MOSSORÓ HOJE, disseram que concordam com os anestesiologistas e também estudam a possibilidade de também exigir o pagamento com juros e correção monetária.

Já em Natal, Geraldo Ferreira, do Sinmed aponta duas providências urgentes: concurso público para repor o quadro médico da rede Estadual de Saúde e “pagamento em dia aos prestadores, dentro do limite de 90 dias, para não configurar situação de inadimplência” como se encontra.


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