23 ABR 2026 | ATUALIZADO 16:20
POLÍCIA
22/04/2026 09:47
Atualizado
22/04/2026 22:55

Motorista acusado de tentar matar a mulher por ciúmes pega 11 anos de prisão

Júri foi realizado no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, com a presidência do juiz Vagnos Kelly. Na acusação, o promotor Armando Lúcio Ribeiro, em uma de suas últimas atuações antes da aposentadoria do MPRN. Na defesa, o advogado Diego Tobias. Este crime aconteceu no final da tarde do dia 27 de agosto de 2023, nas margens da BR 110, em Mossoró. O réu, Carlos Antônio da Silva aguardou julgamento em liberdade. Sendo condenado, poderá sair preso do Fórum para o início do cumprimento da pena.
Júri foi realizado no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, com a presidência do juiz Vagnos Kelly. Na acusação, o promotor Armando Lúcio Ribeiro, em uma de suas últimas atuações antes da aposentadoria do MPRN. Na defesa, o advogado Diego Tobias. Este crime aconteceu no final da tarde do dia 27 de agosto de 2023, nas margens da BR 110, em Mossoró. O réu, Carlos Antônio da Silva aguardou julgamento em liberdade. Sendo condenado, poderá sair preso do Fórum para o início do cumprimento da pena.
Foto: Pedro Cézar

O Tribunal do Júri Popular, sob a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, condenou a 11 anos de prisão, nesta quarta-feira, 22, o motorista pernambucano Carlos Antônio da Silva, de 34 anos, por tentar matar a companheira por ciúmes, no final da tarde do dia 27 de agosto de 2023, em Mossoró-RN.

O julgamento aconteceu no Salão do Tribunal do Júrí do Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, em Mossoró-RN. O júri começou de 9 horas, com o sorteio dos sete membros da sociedade mossoroense para compor o Conselho de Sentença.

O sorteio foi feito na presença do advogado de defesa Diego Tobias de Castro Bezerra e do promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, que está se despedindo do Ministério Publico Estadual depois de mais de 36 anos de serviços prestados.

Definido os sete jurados, o juiz presidente dos trabalhos, Vagnos Kelly, convoca réu e vítima para prestar depoimento na frente dos jurados. No caso, o réu Carlos Antônio não veio pessoalmente. Participou online do Estado do Pernambuco, onde mora.

A vítima não prestou depoimento. Em seguida, o promotor Armando Lúcio Ribeiro formulou a denúncia do réu no plenário, mostrando que ele faltou com a verdade ao prestar depoimento aos jurados, dizendo que a arma havia disparado na mulher de forma acidental.

O réu contou também que estava na empresa e a mulher foi atrás dele e que ele já havia terminado com ela. Disse que havia a conhecido num restaurante em Mossoró havia cerca de quatro meses e que ficava com ela uma ou duas vezes por semana.

Neste momento, o promotor Armando Lúcio Ribeiro destacou que as testemunhas e a investigação policial mostraram diferente. Na verdade, Carlos Antônio, movido por ciúmes doentio, levou a mulher ao local que se encontrava uma pessoa chamada Baiano.

Ao chegar ao local, pegou o telefone de Baiano e foi ver se havia troca de mensagens entre a mulher dele e Baiano. Neste momento, ele puxou o revólver e atirou no peito da vítima. Segundo o promotor, o réu e os “amigos” não queriam deixar prestar socorro a vítima.

O advogado Diego Tobias defendeu tese de que a vítima não tinha a intenção de alvejar a vítima. Insistiu na tese de que o tiro foi acidental. Concluído os debates, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação em votação realizada em Sala Secreta.

Com a decisão do Conselho de Sentença, o juiz Vagnos Kelly calculou pena de 11 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. Como o réu não compareceu ao julgamento, estava online, teve a prisão preventiva decretada para ser levado ao presídio.


Notas

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário