28 ABR 2026 | ATUALIZADO 11:35
ESTADO
28/04/2026 08:30
Atualizado
28/04/2026 08:30

O esquema que lavou R$ 21.9 milhões registrando ciclomotor como carro de luxo no Detran-RN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou a Operação Evolution para desmantelar um grupo criminoso que utilizava uma distribuidora de alimentos de fachada para legalizar veículos roubados. O esquema consistia em criar registros virtuais a partir de chassis de ciclomotores e "evoluí-los" para documentos de carros de luxo. A investigação aponta que a empresa movimentou quase R$ 22 milhões e adquiriu 29 veículos de alto padrão sem justificativa comercial entre 2017 e 2019.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou a Operação Evolution para desmantelar um grupo criminoso que utilizava uma distribuidora de alimentos de fachada para legalizar veículos roubados. O esquema consistia em criar registros virtuais a partir de chassis de ciclomotores e "evoluí-los" para documentos de carros de luxo. A investigação aponta que a empresa movimentou quase R$ 22 milhões e adquiriu 29 veículos de alto padrão sem justificativa comercial entre 2017 e 2019.
Foto: Ministério Público

Um grupo criminoso que utilizava uma empresa de fachada no setor de distribuição de alimentos para conferir aparência de legitimidade a veículos de luxo ilícitos foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). O esquema baseava-se na corrupção de processos de registro e licenciamento junto ao Detran/RN.

O MPRN, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Evolution. A suspeita é de que a empresa de alimentos tenha sido criada exclusivamente para servir de anteparo documental, simulando uma frota comercial para "lavar" veículos de origem criminosa.

Segundo a investigação, chassis de ciclomotores eram usados para criar registros virtuais de automóveis de luxo que não existiam fisicamente no momento do cadastro. Após a inserção dos dados no sistema, o grupo aguardava ou encomendava o roubo de veículos com características semelhantes para realizar a compatibilização física e documental, garantindo a livre circulação dos automóveis.

Entre 2017 e 2019, a empresa adquiriu 29 veículos de luxo sem atividade comercial que justificasse tal patrimônio. A conta da pessoa jurídica movimentou, sozinha, R$ 21.958.414,59. O nome da operação alude à "evolução" documental impossível — transformar o registro de um ciclomotor em um carro de alto padrão — e à súbita evolução econômica dos investigados.


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