O gesseiro Pedro Alves Gomes, o Pedrão, de 35 anos, senta no banco dos réus no dia 19 de maio de 2026, no Fórum Municipal de Patu-RN, para ser julgado pelo assassinato da esposa, a guarda civil municipal Paloma Ferreira Gomes, de 25 anos.
Paloma Ferreira foi morta a facadas pelo marido no dia 14 de julho de 2024, em casa, na comunidade do Tabuleiro, que fica perto da Churrascaria de O Gordo, em Patu. Pedrão se recusava a aceitar a ideia da separação e matou a jovem esposa.
Guarda Municipal é morta a facadas pelo marido em Patu
Segundo consta na Denúncia do Ministério Púbico Estadual, o crime teve várias testemunhas e a própria vítima, antes de morrer, afirmou categoricamente que havia sido o marido que havia esfaqueado ela várias vezes e inclusive deixado a facada encravada acima do peito esquerdo.
Após o crime, o suspeito fugiu numa motocicleta do casal na direção do Sítio Jatobá, onde mora seus familiares. No momento que a vítima Paloma foi atacada, estava dentro de casa, sem sandálias, vestindo uma calça jeans azul e uma blusa verde escura.
O caso foi investigado pelo delegado Paulo Cesário Lucena Targino, que ouviu mais de dez testemunhas. Cesário também requisitou também perícias no local do crime e no corpo da vítima, para que ficasse demostrado o nível de violência empregada no crime.
Diante dos fatos referendados com provas robustas, o promotor de Justiça Paulo Carvalho Ribeiro ofereceu denuncia contra o réu Pedro Alves Gomes, o Pedrão, por feminicídio qualificado, que a legislação penal (Lei 14.994/2024) prevê pena de 20 a 40 anos de prisão.
O juiz Waldir Lobo Maia é o presidente do TJP da Comarca de Patu, porém, neste júri, ele alegou suspeição no processo, devido ao fato de ser parente do advogado de defesa José Odívio Lobo Maia, e será substituído por uma magistrada de Mossoró.
O promotor de Justiça Fábio Sousa Carvalho Melo participou da audiência de instrução de julgamento, quando o caso foi promulgado para júri popular, mas não se tem certeza que ele vai atuar no plenário. Seja quem for designado, terá a assistência dos advogados Francisco Fábio de Moura Junior e o experiente advogado Alcimar Antônio de Sousa.
Os trabalhos estão previstos para começar às 9 horas da próxima terça-feira, dia 19 de maio de 2026, no Plenário do TJP do Fórum Municipal de Patu. Além das testemunhas, do réu, os advogados, serventuários da Justiça, Ministério Público, a Polícia Militar também foi acionada para reforçar o trabalho de segurança durante o julgamento.