O acusado de matar atropelado José Martins Veras Neto (58), no dia 22 de março de 2025, será julgado pela sociedade mossoroense no dia 25 de junho de 2026, no Fórum, de Mossoró-RN.
A definição da data de realização do Tribunal do Júri Popular de Lucas Vinícius do Vale Lopes (23) foi confirmada pela 1ª Vara Criminal, a quem compete julgar casos de crimes contra a vida.
O juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, substituto na 1ª Vara Criminal de Mossoró, havia pronunciado o caso para júri popular no dia 15 de abril deste ano de 2026.
Netão Veras, como era conhecido a vítima, trafegava pela Avenida Abel Coelho, e, ao passar em frente ao Porreta Burg, no Abolição III, foi violentamente atropelado por Lucas Vinicius Lopes.
O atropelamento aconteceu no início da manhã do dia 22 de março de 2025, quando Netão Veras, pilotando uma moto, coletava doações para instituições filantrópicas de Mossoró.
A investigação confirmou que Lucas Vinicius havia passado a noite curtindo com amigos por bares do bairro Nova Betânia e quando atropelou Netão Veras estava retornando para casa.
A investigação da Polícia Científica apontou que Lucas Vinicius desenvolvia velocidade de 100 a 120 km/hora no momento que atropelou, por trás, a motocicleta pilotada por Netão Veras.
O impacto foi muito forte, arremessando a vítima há vários metros. Netão Veras faleceu no local. Lucas Vinicius ficou no local e guardas de trânsito falaram que ele estava bêbado.
Os primeiros policiais militares que chegaram ao local, também o descreveram com sintomas de embriaguez. Apesar destes fatos, Lucas foi preso e solto pagando fiança de 1.500,00.
Na justiça, diante das perícias e investigações, o promotor de Justiça do caso, Italo Moreira Martins, denunciou Lucas Vinicius por homicídio doloso. A denúncia foi aceita.
Com as provas do processo, o juiz Vagnos Kelly, o pronunciou para ser julgado pela sociedade Mossoroense. Nesta segunda-feira, dai 25, definiu a data do julgamento.
O julgamento está agendado para começar as 9 horas da manhã. Após aberto os trabalhos, as testemunhas serão ouvidas em plenário e, caso querendo, o réu também.
Após os interrogatórios, o promotor de Justiça e os assistentes de acusação terão 90 minutos para expor os fatos aos sete jurados e pedir a condenação do réu Lucas nos termos da lei.
A defesa terá tempo igual para defender os interesses do réu. Ao final dos debates, o juiz presidente dos trabalhos convoca os jurados a sala secreta para votarem os quesitos.
Com os quesitos votados, o juiz presidente da sessão do júri popular faz a dosimetria da pena e anuncia no plenário, encerrando, assim o TJP do caso.