17 JUN 2026 | ATUALIZADO 12:02
POLÍCIA
17/06/2026 11:59
Atualizado
17/06/2026 11:59

Polícia encontra comprovante de Pix de R$ 10 mil em celular de suspeito de ataque a vereador

A+   A-  
A investigação sobre o atentado a tiros contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró (RN), ganhou uma linha de apuração financeira após um áudio vazado do secretário de Segurança do estado revelar um Pix de R$ 10 mil no celular de um suspeito preso no Ceará. Os dois supostos executores confessaram informalmente o crime e foram transferidos para a Divisão de Homicídios, que investiga se o valor representa o pagamento pela execução. A polícia busca identificar possíveis mandantes intelectuais por meio da quebra de sigilo bancário, associando o ataque com fuzis à atuação do parlamentar contra facções.
Imagem 1 -  A investigação sobre o atentado a tiros contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró (RN), ganhou uma linha de apuração financeira após um áudio vazado do secretário de Segurança do estado revelar um Pix de R$ 10 mil no celular de um suspeito preso no Ceará. Os dois supostos executores confessaram informalmente o crime e foram transferidos para a Divisão de Homicídios, que investiga se o valor representa o pagamento pela execução. A polícia busca identificar possíveis mandantes intelectuais por meio da quebra de sigilo bancário, associando o ataque com fuzis à atuação do parlamentar contra facções.
A investigação sobre o atentado a tiros contra o vereador Cabo Deyvison (PL), em Mossoró (RN), ganhou uma linha de apuração financeira após um áudio vazado do secretário de Segurança do estado revelar um Pix de R$ 10 mil no celular de um suspeito preso no Ceará. Os dois supostos executores confessaram informalmente o crime e foram transferidos para a Divisão de Homicídios, que investiga se o valor representa o pagamento pela execução. A polícia busca identificar possíveis mandantes intelectuais por meio da quebra de sigilo bancário, associando o ataque com fuzis à atuação do parlamentar contra facções.
Foto: Carlos Costa

A investigação sobre o atentado a tiros contra o vereador e policial militar Cabo Deyvison (PL), ocorrido na noite de segunda-feira (15) em Mossoró (RN), ganhou uma nova linha de apuração financeira. A Polícia Civil identificou a existência de um comprovante de transferência via Pix no valor de R$ 10 mil no aparelho celular de um dos suspeitos capturados no Ceará. Os investigadores analisam se o montante configura um pagamento parcial ou sinal pela execução do crime, que resultou na morte do cinegrafista e assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos.

A descoberta sobre o repasse financeiro veio à tona por meio de uma conversa paralela do secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo, captada por microfones durante uma entrevista coletiva. No áudio vazado, o chefe da pasta relata a interlocutores que policiais militares já haviam recuperado o celular de um dos envolvidos no atentado e identificado o registro da transação bancária. "Os policiais recuperaram o celular e lá tem um Pix de R$ 10 mil", afirmou Araújo na gravação, antecipando um detalhe crucial que ainda não havia sido oficializado pelas autoridades que comandam o inquérito. 

Os dois homens apontados como executores, identificados como José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, foram interceptados na terça-feira (16) por equipes do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) na rodovia CE-040, na altura de Beberibe (CE), enquanto fugiam em um táxi. Segundo a Polícia Militar cearense, a dupla confessou informalmente a participação direta no ataque. Eles foram transferidos sob forte escolta policial para a sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em Mossoró, unidade da Polícia Civil do Rio Grande do Norte responsável pelo inquérito.

O atentado aconteceu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, no momento em que o parlamentar realizava uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. Criminosos armados com fuzis calibre 5.56 dispararam diversas vezes contra as vítimas. O assessor Alyson Dyego, que operava a gravação, foi atingido e morreu no local. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde permanece internado em estado de saúde estável. No local da ocorrência e no veículo abandonado pelos atiradores, a perícia recolheu carregadores e munições de uso restrito.

Notas

Tekton

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário