
As equipes de resgate correm contra o tempo nesta terça-feira (11) para localizar sobreviventes do maior terremoto registrado na Colômbia na última década. O sismo de magnitude 7,4 atingiu o noroeste do país na manhã de segunda-feira (10), deixando pelo menos 132 mortos, 570 feridos e 2.700 desaparecidos. Diante do cenário de destruição, o presidente Abelardo de la Espriella declarou estado de desastre nacional, mobilizando o Exército para atuar na linha de frente do socorro.
O epicentro do tremor foi localizado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, uma das áreas mais vulneráveis do país. Por ter ocorrido a cerca de 100 quilômetros de profundidade, as ondas sísmicas se propagaram por longas distâncias, causando pânico e evacuações na capital, Bogotá, e em países vizinhos como Equador e Venezuela. O fenômeno geológico foi provocado pela subducção da Placa Tectônica de Nazca sob a Placa Sul-Americana.
As cidades de Cali, Pereira e Manizales concentram os maiores danos estruturais, com o desabamento de ao menos 86 edifícios. Em Manizales, a torre da catedral histórica ruiu parcialmente, enquanto em Pereira o teto do aeroporto internacional cedeu e passageiros precisaram ser resgatados de um sistema de teleférico. Pelo menos sete aeroportos colombianos suspenderam temporariamente suas operações devido aos impactos do abalo.
A chegada da ajuda humanitária enfrenta fortes barreiras logísticas, já que deslizamentos de terra bloquearam as poucas rodovias de acesso a Chocó. Para mitigar a crise, a comunidade internacional iniciou o envio de suporte financeiro e técnico, liderado pelos Estados Unidos, que anunciaram a liberação emergencial de US$ 15,5 milhões para abrigos e mantimentos. Brigadas de salvamento de países latino-americanos também foram enviadas para auxiliar nas buscas por sobreviventes.