16 JUL 2026 | ATUALIZADO 08:39
ECONOMIA
Cezar Alves, com informações da Agencia Brasil e Planalto
16/07/2026 08:26
Atualizado
16/07/2026 08:37

EUA decide taxar em 25% produtos importados do Brasil a partir do dia 22

A+   A-  
Governo Brasileiro divulga nota dizendo que decisão dos EUA é injusta e descabida e que vai acionar a Lei da Reciprocidade e taxar os produtos americanos importados pelo Brasil. A decisão foi tomada porque o Governo Brasileiro criou o PIX, explora o etanol e supostamente não estaria combatendo o desmatamento da Amazônia. A CNI informa que as tarifas vão impactar em cerca de 4,2 mil produtos exportados pelos Brasil para os EUA, o que corresponde a cerca de 15 bilhões/ano em exportações. Em Nota, o Governo Brasileiro diz que está intensificando os esforços para encontrar outros mercados para os produtos brasileiros.
Imagem 1 -  Governo Brasileiro divulga nota dizendo que decisão dos EUA é injusta e descabida e que vai acionar a Lei da Reciprocidade e taxar os produtos americanos importados pelo Brasil. A decisão foi tomada porque o Governo Brasileiro criou o PIX, explora o etanol e supostamente não estaria combatendo o desmatamento da Amazônia. A CNI informa que as tarifas vão impactar em cerca de 4,2 mil produtos exportados pelos Brasil para os EUA, o que corresponde a cerca de 15 bilhões/ano em exportações. Em Nota, o Governo Brasileiro diz que está intensificando os esforços para encontrar outros mercados para os produtos brasileiros.
Governo Brasileiro divulga nota dizendo que decisão dos EUA é injusta e descabida e que vai acionar a Lei da Reciprocidade e taxar os produtos americanos importados pelo Brasil. A decisão foi tomada porque o Governo Brasileiro criou o PIX, explora o etanol e supostamente não estaria combatendo o desmatamento da Amazônia. A CNI informa que as tarifas vão impactar em cerca de 4,2 mil produtos exportados pelos Brasil para os EUA, o que corresponde a cerca de 15 bilhões/ano em exportações. Em Nota, o Governo Brasileiro diz que está intensificando os esforços para encontrar outros mercados para os produtos brasileiros.
Foto: Canindé Soares

O governo do Estados Unidos da América decidiu, neste dia 15 de julho de 2026, taxar cerca de quatro mil e duzentos produtos importados do Brasil em 25%, o que representa um impacto nas exportações brasileiras em torno de 15 bilhões de dólares ao ano.

A medida estadunidense, adotada a partir da intervenção direta dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo Donald Trump, passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Em Nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que o Governo Brasileiro repudia a decisão anunciado neste dia 15 pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Para o Governo Brasileiro, tecnicamente, a decisão não faz sentido, e tem cheiro de chantagem política.

Na decisão de tarifar os produtos brasileiros, os americanos acusam o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos EUA em áreas como comércio digital, etanol e desmatamento ilegal.

Em resumo, o comércio eletrônico que o Governo do EUA faz referência é o pix, que reduziu os lucros as empresas de cartões de crédito dos EUA que atuam no Brasil. 

Já com relação ao etanol, que, quando misturado a gasolina, reduz o preço para o consumidor final na bomba. No Brasil, a gasolina pode receber até 32% de etanol.

O terceiro ponto destacado é o combate ao desmatamento ilegal. O Governo Brasileiro, por sua vez, diz que em nenhum dos três pontos citados e nem nos demais quebrou as regras das leis brasileiras e nem americanas.

As regras que o EUA usa contra o Brasil é a Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. A investigação foi feita pelo Escritório do Representante Comercial do EUA. Os trabalhos desta comissão começaram há cerca de 1 ano, com interferência direta do senador Flávio Bolsonaro e do irmão dele Eduardo Bolsonaro.

Em Nota, o presidente Lula diz que o Governo Brasileiro repudia a decisão anunciado neste dia 15 pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Ainda conforme o Governo Brasileiro, os próprios números do EUA apontam que as tarifas não se justificam em hipótese nenhuma em qualquer cenário que for apontado.

Nos últimos 15 anos, o Governo do EUA acumula US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Dizem que 76% das importações entraram no Brasil sem pagar imposto.


Nota à imprensa sobre a imposição de tarifas unilaterais contra o Brasil pelos Estados Unidos 

O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável. 

O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. 

Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%. 

O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais. 

Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou ininterruptamente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, apresentando evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil. 

Demonstramos que são descabidas as alegações contra o PIX e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros. 

Nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções feitas por representantes do setor privado brasileiro e norte-americano foram contrárias ao tarifaço. 

O governo do Brasil seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. Continuaremos a diversificar parcerias comerciais e a abrir novos mercados para nossos produtos, como fizemos ao firmar acordos do MERCOSUL com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura. Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. 

É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros. 

Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la. 

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


Notas

Tekton

Publicidades

Outras Notícias

Deixe seu comentário