
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), atuando com apoio de 53 policiais militares e 4 penais, eliminou dois integrantes (Israel Ferreira da Silva, de 26 anos, e Victor Kaleo Ferreira da Silva, de 28 anos) de uma facção criminosa, no início da manhã desta quinta-feira (27), no bairro Planalto 13 de Maio, em Mossoró-RN. Os policiais teriam sido recebidos a tiros pelos suspeitos, que estavam se instalando em Mossoró, comentendo homicidios, traficando drogas e praticando extorsões.
A operação Leviatã II cumpriu outros cinco mandados de prisão e oito de busca e apreensão.
A ação teve como objetivo combater a expansão e a estrutura da organização criminosa Comando Vermelho na região Oeste do Estado.
As investigações revelam uma tentativa de expansão territorial agressiva e coordenada do grupo criminoso nos municípios de Mossoró e Baraúna.
Pelo que foi apurado pelo MPRN, o grupo criminoso busca dominar territórios para eliminar facções rivais e controlar rotas de tráfico.
A posição geográfica da região facilitou a entrada de armas e drogas trazidas de outros Estados e o conflito entre grupos rivais vem provocando o aumento das mortes violentas em Mossoró.
A apuração do MPRN identificou a estrutura de uma célula da organização criminosa que atuava nos bairros Alameda, Planalto 13 de Maio e Alto de São Manoel.
Há divisão de tarefas entre os suspeitos investigados, entre os dois os dois que foram mortos: Israel Ferreira da Silva, de 26 anos, e Victor Kaleo Ferreira da Silva, de 28 anos. Os membros do grupo utilizavam aplicativos de mensagens para planejar crimes e gerenciar as atividades ilegais.
Em um grupo de conversa, os investigados negociavam a compra e venda de drogas.
Os suspeitos também organizavam a arrecadação de dinheiro, mediante chantagens e extorsão, para criar um fundo financeiro da facção. As mensagens revelaram ainda discussões sobre a posse de armas de fogo e o monitoramento da movimentação de viaturas policiais.
A operação Leviatã II contou com a participação de um promotor de Justiça, 11 servidores do MPRN, 53 policiais militares e 4 policiais penais.
A prisão dos alvos busca interromper as atividades ilícitas e conter a onda de violência na região. O material apreendido vai passar por perícia para identificar outros envolvidos na rede criminosa.