
O Tribunal do Júri de Jucurutu, no interior do Rio Grande do Norte, condenou o padeiro Valekson de Souza Menezes a 11 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Carlos Lacerda de Oliveira Júnior. O julgamento, que terminou na última quarta-feira (26), foi presidido pelo juiz Uédson Bezerra Costa Uchoa.
A sentença atende aos pedidos da promotora Beatriz Azevedo de Oliveira, do Ministério Público Estadual (MP-RN), que acusou o réu de homicídio qualificado. Segundo a Promotoria, o crime foi motivado por uma disputa territorial entre organizações criminosas rivais que atuam na região. O condenado começará a cumprir a pena em regime fechado.
O homicídio aconteceu na noite de 25 de novembro de 2024. De acordo com a investigação, a vítima foi atraída para fora de casa por uma comparsa de Valekson, identificada como Maria Luzia, sob o pretexto de receber um pagamento. Carlos Lacerda foi de moto até o ponto de encontro e, no caminho, passou a ser seguido pelo padeiro, que também pilotava uma motocicleta.
Após o pagamento ser feito, a mulher fugiu por outra rota. Valekson perseguiu a vítima pela principal avenida da cidade e atirou várias vezes, atingindo o homem pelas costas. Câmeras de monitoramento da rua registraram a perseguição e o ataque.
Mesmo ferido, Carlos Lacerda conseguiu correr e foi socorrido por testemunhas até o hospital local. Antes de morrer na unidade de saúde, ele relatou aos médicos e aos policiais militares que o padeiro havia sido o autor dos disparos.
A defesa do acusado foi feita pelos advogados Sérgio Raimundo Magalhães Moura e Camilla Yasmin Silva do Nascimento. O processo contra Maria Luzia foi desmembrado e ela aguarda o julgamento de um recurso na Justiça.