14 SET 2026 | ATUALIZADO 10:41
NACIONAL
Por: Marcelo Brandão – repórter da Agência Brasil
14/09/2026 08:53
Atualizado
14/09/2026 08:53

Crise no STF: Dino determina fim do sigilo de investigações sobre o filme Dark Horse

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A produção cinematográfica Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se o centro de uma apuração que investiga o desvio irregular de R$ 2 milhões originados de emendas parlamentares do deputado Mário Frias. Diante dos indícios levantados pela PF e pela CGU, o ministro Flávio Dino determinou a quebra total de sigilo do material apreendido e ordenou que a polícia de São Paulo envie todos os dados brutos de celulares dos investigados para a corporação federal. A decisão baseia-se em um novo entendimento de transparência do STF, assegurando ampla publicidade a nomes, dados financeiros e conversas envolvidas no caso.
Imagem 1 -  A produção cinematográfica Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se o centro de uma apuração que investiga o desvio irregular de R$ 2 milhões originados de emendas parlamentares do deputado Mário Frias. Diante dos indícios levantados pela PF e pela CGU, o ministro Flávio Dino determinou a quebra total de sigilo do material apreendido e ordenou que a polícia de São Paulo envie todos os dados brutos de celulares dos investigados para a corporação federal. A decisão baseia-se em um novo entendimento de transparência do STF, assegurando ampla publicidade a nomes, dados financeiros e conversas envolvidas no caso.
A produção cinematográfica Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se o centro de uma apuração que investiga o desvio irregular de R$ 2 milhões originados de emendas parlamentares do deputado Mário Frias. Diante dos indícios levantados pela PF e pela CGU, o ministro Flávio Dino determinou a quebra total de sigilo do material apreendido e ordenou que a polícia de São Paulo envie todos os dados brutos de celulares dos investigados para a corporação federal. A decisão baseia-se em um novo entendimento de transparência do STF, assegurando ampla publicidade a nomes, dados financeiros e conversas envolvidas no caso.
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou, neste domingo (13), a quebra de sigilo de todo o material apreendido pela polícia de São Paulo nas investigações de desvio de emendas parlamentares para financiamento do filme Dark Horse, uma dramatização da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

Em sua decisão, Dino determinou à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que encaminhe à Polícia Federal todo o material bruto extraído dos celulares dos investigados e apreendido pela Polícia Civil do estado no mês de junho. A perícia desse material ficou a cargo dos órgãos de segurança estaduais.

Ao determinar a quebra de sigilo desse material, Dino lembrou decisão recente do ministro André Mendonça para fundamentar sua própria decisão. Em 1°de setembro, Mendonça retirou o sigilo de conversas entre e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e atualmente preso, com o ministro Alexandre de Moraes.

“Considero assim haver viragem jurisprudencial em curso, a qual devo me adaptar, em homenagem ao princípio da colegialidade”, disse Dino, em sua decisão.

“Com isso, creio que estou a zelar pela igualdade de todos perante a lei, já que todos os mencionados nos mesmos autos ou em autos paralelos, mas em idênticas situações, devem receber o mesmo tratamento, desde a abertura das investigações”, acrescentou.

Com isso, Flávio Dino defendeu que todas as investigações devem ter “ampla publicidade”, incluindo nomes, dados financeiros, contas e fundos movimentados, conversas em WhatsApp, entre outros indícios.

Dark Horse e dinheiro público

Na última quinta-feira (10), Dino autorizou a Operação Make Up, na qual a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Entre os alvos da operação estavam o deputado federal Mário Frias, ex-secretário da Cultura do governo Jair Bolsonaro e um dos roteiristas da cinebiografia do ex-presidente, e a empresária Karina Gama.

O ministro é relator de uma investigação aberta a partir de relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) que indicaram irregularidades na destinação de R$ 2 milhões em emendas de Frias para duas entidades registradas em nome de Karina Gama – o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Segundo os achados da CGU, houve a destinação, por exemplo, de emendas de Frias para projetos sociais esportivos tocados pelo ICB na cidade paulista de Pirassununga, mas cuja efetiva execução na destinação pretendida não restou comprovada. A PF apontou indícios de que o dinheiro acabou direcionado para a produção do filme Dark Horse.

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