“Mandaram eu fazer, então eu vim fazer”, teria dito o preso de justiça conhecido por Nico, que invadiu a casa do cabo da Polícia Militar José Borges Neto, o J. Neto, de Parelhas, e o matou na frente da mulher. A filha do casal, que estava no quarto ao lado, se trancou e ligou para a PM.
A Polícia chegou rápido em socorro ao colega e ficou frente a frente com o assassino. Segundo relatou o cabo PM Humberto Almeida, companheiro de trabalho do policial morto, o assassino Nico fez a mulher de J. Neto refém, e os PMs conseguiram reagir e eliminá-lo.
Dentro da residência, os policiais encontraram o corpo do cabo J. Neto com tiros no rosto, cabeça e braços. Não se sabe ao certo ainda como o bandido conseguiu entrar dentro da casa do policial J. Neto e chegar até o local que dormia e matá-lo.
"Disseram que ele entrou pelo telhado, mas isso ainda está sendo apurado. O fato é que ele invadiu a residência e executou o policial. Antes, o assassino ainda disse: mandaram eu fazer, então eu vim fazer", relatou o cabo PM Humberto Almeida.
"A mulher viu tudo. Já filha, que ficou trancada no quarto dela, foi quem ligou para o 190 e acionou a guarnição. Na fuga, o criminoso ainda fez a mulher do cabo de refém, trocou tiros com os policiais que foram atender a ocorrência e acabou baleado e morto", acrescentou.
Os policiais relataram também que Nico estava cumprindo prisão por homicídio e que havia saído há pouco tempo. No local, os peritos do Instituto Técnico-científico de Polícia (ITEP) removeram os dois corpos e o revólver calibre 38 usado pelo assassino.
Uma das linhas de investigação possível neste caso é que o Nico estaria a serviço de alguma facção criminosa, considerando o que ele falou para o policial antes de matá-lo.