24 ABR 2019 | ATUALIZADO 22:38
POLÍCIA

Sociedade absolve agricultor do assassinato do vereador Manoel Botinha

Weber Veríssimo de Melo passou 3 anos e 2 meses preso, aguardando julgamento; Na prisão, leu 14 livros e conseguiu 495 pontos no ENEM, o que lhe garante uma vaga na faculdade.
CEZAR ALVES, DA REDAÇÃO
30/01/2019 00:02
Atualizado
30/01/2019 00:38
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Sociedade absolve agricultor do assassinato do vereador Manoel Botinha
Ebinho nega participação no assassinato do vereador Manoel Botinha e o Trib
JUNIOR/TV TERRA DO SAL

O agricultor Weber Veríssimo de Melo, depois de 3 anos e 2 meses presos pelo crime de homicídio qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado, em Assu, finalmente foi levado a julgamento e a sociedade mossoroense o considerou inocente.

O julgamento no Tribunal do Júri Popular aconteceu durante todo o dia desta terça-feira, 29, no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, localizado na zona leste de Mossoró, com a presidência do juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros.

O Ministério Público Estadual foi representado pelo experiente promotor Armando Lúcio Ribeiro e a defesa pelo advogado Hallrison Sousa Dantas. Os trabalhos tiveram início por volta das 8h30, com a leitura do pregão do Tribunal do Júri Popular.

O juiz Vagnos Kelly explicou que este caso é da Comarca de Assu e, por falta de segurança, foi transferido (desaforado) para ser julgado na Comarca de Mossoró. Trata se de um processo muito grande, que têm sete réus. (o oitavo foi assassinado antes de ser levado a julgamento).

O réu Weber Verissimo de Melo, que aguardou julgamento no Centro de Detenção Provisório de Apodi, foi denunciado pelo Ministério Público estadual pelo assassinato do então vereador assuense Manoel Ferreira Targino, o Manoel Botinha, em abril de 2015.

Nesta mesma ocasião, também sofreu tentativa de homicídio o mecânico Francisco Adriano Bezerra, o Biano. Por este crime, Ebinho, com é mais conhecido o réu, teria, juntamente com os outros sete acusados, tentado matar Francisco Adriano Bezerra, o Biano.

1) Itamar Veríssimo de Melo - condenado a 30 anos e 8 meses de prisão

2) Douglas Daniel Morais de Melo - condenado a 25 anos e 4 meses de prisão

3) Joelma de Morais Ferreira - condenada a 28 anos e 8 meses de prisão

4) José Roberto Nascimento da Silva - 33 anos e 4 meses de prisão

5) Valdete Veríssimo de Melo - absolvido

6) Jalisson Veríssimo de Melo - absolvido

7) Weber Veríssimo de Melo - Absolvido

8) Sérgio Tavares – assassinado antes do julgamento

O assassinato do então vereador Manoel Botinha e a tentativa de assassinato sofrida pelo mecânico Biano, em 2015, teria sido motivado por uma sequencia de assassinatos por vingança, na região do Vale do Açu, no período de 2013 a abril de 2015.

Veja, em detalhes, como tudo começou, seguindo informações repassadas pela polícia e pelo Ministério Público Estadual.


O julgamento

Após instalado o Tribunal do Júri Popular, o promotor Armando Lúcio Ribeiro fez uma exposição do caso, com as provas que haviam processo, pediu a condenação do réu Weber Veríssimo de Melo por homicídio duplamente qualificado contra Manoel Botinha e por tentativa de homicídio triplamente qualificada contra Biano.

Após a exposição do experiente promotor Armando Lucio Ribeiro, que também é professor de direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, o advogado Hallrison Sousa Dantas passou a contestar pontualmente as colocações do promotor Armando Lúcio Ribeiro, concluindo suas palavras pedindo a absolvição do réu com base na tese de negativa de autoria.

Armando Lúcio Ribeiro pediu mais um tempo para esclarecer o que ele considerou fatos no processo. O advogado retornou e novamente rebateu as colocações do Ministério Público. Os debates entre defesa e acusação terminaram no final da tarde.

O juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros convocou os sete jurados a Sala Secreta, que decidiu por aceitar a tese de negativa de autoria defendida pelo advogado Hellrison Sousa Dantas. Com a decisão, o juiz presidente dos trabalhos revogou a prisão preventiva e concedeu a liberdade ao réu. “Ele volta para sua família. Tem irmãos, mãe de 75 anos e dois filhos pequenos”, conclui o advogado Hellrison Sousa, reforçando que a Justiça foi feita.

O promotor Armando Lúcio esboçou a intenção de que vai recorrer da decisão. Ele tem 5 dias para protocolar o pedido em juízo.


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