22 MAI 2019 | ATUALIZADO 18:23
NACIONAL

MP não vê motivo para prisão de terceiro suspeito de ataque em Suzano, e ele é liberado

O depoimento ao MP durou pouco pouco mais de duas horas. Para a Procuradoria, faltaram provas de que o adolescente se envolveu, de fato, no planejamento do ataque a tiros na escola estadual Raul Brasil
AGÊNCIA O GLOBO
15/03/2019 15:27
Atualizado
15/03/2019 15:27
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MP não vê motivo para prisão de terceiro suspeito de ataque em Suzano, e ele é liberado
Ministério Público (MP) discordou do pedido da polícia e concluiu que não há motivo para que o garoto fique detido
Arquivo

Após ouvir o depoimento do adolescente de 17 anos apontado pela polícia como terceiro suspeito de participar do massacre de Suzano, na Grande São Paulo, o Ministério Público (MP) discordou do pedido da polícia e concluiu que não há motivo para que o garoto fique detido. A juíza da Vara da Infância e Juventude negou o pedido de apreensão, e o adolescente voltou para casa no início da tarde desta sexta-feira.

No pedido de apreensão, feito na quinta-feira, a Polícia Civil argumentou que o garoto tinha atuado na "incitação ao crime". Os investigadores não revelaram ao GLOBO que elementos os levaram a chegar a essa conclusão. O adolescente se apresentou à Justiça pouco antes das 11h desta sexta-feira, acompanhado de familiares e de um advogado.

O depoimento ao MP durou pouco pouco mais de duas horas. Para a Procuradoria, faltaram provas de que o adolescente se envolveu, de fato, no planejamento do ataque a tiros na escola estadual Raul Brasil. Depois de saber da decisão da Justiça, o garoto deixou o Fórum de Suzano em um carro da prefeitura da cidade.

A decisão de apreender o adolescente foi anunciada nesta quinta-feira pelo delegado-geral, Ruy Ferraz Fontes .

Na quinta-feira, o dono de um estacionamento de Suzano, onde os assassinos costumavam guardar o carro, afirmou à polícia que viu o garoto junto com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos.

Além disso, o adolescente foi colega de classe de Guilherme no ano passado. Ele chegou a prestar depoimento na quarta-feira como testemunha.


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