29 FEV 2020 | ATUALIZADO 19:09
NACIONAL

PGR recorre da decisão do STJ sobre soltura de Ricardo Coutinho

O recurso foi apresentado na noite desta segunda (23). No sábado (21), o ministro do STJ Napoleão Nunes Maia atendeu a um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-governador. Para o ministro, a decisão que determinou a prisão, proferida pela Justiça da Paraíba, não estava fundamentada.
24/12/2019 15:27
Atualizado
24/12/2019 15:28
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FOTO: REPRODUÇÃO

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Napoleão Nunes Maia, que determinou a soltura do ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho. O recurso foi apresentado na noite desta segunda (23) ao próprio tribunal.

No sábado (21), Maia atendeu a um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-governador. Para o ministro, a decisão que determinou a prisão, proferida pela Justiça da Paraíba, não estava fundamentada.

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Coutinho foi preso na quinta-feira (19), na Operação Calvário, da Polícia Federal (PF), que investiga o desvio de R$ 134,2 milhões em verbas públicas da saúde no estado, durante o período em que ele esteve no cargo.

O ex-governador é acusado, juntamente com outras pessoas, de desviar recursos públicos, por meio de fraudes em licitações, destinados aos serviços de saúde no Estado da Paraíba.

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No recurso, o subprocurador Humberto Jacques de Medeiros sustenta que a decisão de Napoleão Maia não levou em conta análise individualizada da conduta de cada investigado. Além de Coutinho, outros presos também foram soltos pela decisão do ministro.

"Na decisão proferida em favor de Ricardo Coutinho, apenas foram tecidas considerações a respeito dele. Assim, nota-se que a ausência de demonstração de que os casos são semelhantes já seria motivo suficiente para o afastamento da decisão ora impugnada", argumentou o subprocurador.

Após a expedição do decreto de prisão, o ex-governador negou as acusações e disse que "jamais seria possível o estado ser governado por uma organização criminosa e ter vivenciado avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados".


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