08 MAR 2021 | ATUALIZADO 21:17
POLÍCIA
26/01/2021 19:13
Atualizado
26/01/2021 19:45

Apodi: Delegado Paulo Nilo diz que em momento algum se negou ouvir George

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George de Madalena (foto à esq.) teria matado o ex presidiário Gildomar Cabeça depois de ser ameaçado de morte e ficado sabendo que o mesmo estava o procurando por ele no Mercado Público e até na casa da mãe dele no dia 10 de dezembro de 2020, em Apodi; Mesmo assim, a Justiça decretou a prisão preventiva não só de George, mas também do ajudante que estava com ele, de nome Erivaldo Fernandes.
Imagem 1 -  George de Madalena (foto à esq.) teria matado o ex presidiário Gildomar Cabeça depois de ser ameaçado de morte e ficado sabendo que o mesmo estava o procurando por ele no Mercado Público e até na casa da mãe dele no dia 10 de dezembro de 2020, em Apodi; Mesmo assim, a Justiça decretou a prisão preventiva não só de George, mas também do ajudante que estava com ele, de nome Erivaldo Fernandes.
George de Madalena (foto à esq.) teria matado o ex presidiário Gildomar Cabeça depois de ser ameaçado de morte e ficado sabendo que o mesmo estava o procurando por ele no Mercado Público e até na casa da mãe dele no dia 10 de dezembro de 2020, em Apodi; Mesmo assim, a Justiça decretou a prisão preventiva não só de George, mas também do ajudante que estava com ele, de nome Erivaldo Fernandes.

O delegado Paulo Nilo disse que em nenhum momento a Delegacia de Apodi, a Polícia Civil, se negou a receber a apresentação espontânea do comerciante George de Oliveira Nascimento, de 47 anos, e também Erivaldo Loupo Fernandes, de 37 anos, suspeitos de matar Gildomar Barbosa Nogueira, de 48,  ao contrário do que narra os advogados Darwin Sales e Marcell Terceiro.

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Vítima de homicídio em Apodi não era andarilho e, sim, foragido

Paulo Nilo narra que teve um policial militar que presenciou o homicídio do Gildomar Barbosa Nogueira, de 48 anos, no dia 10 de dezembro de 2020, num posto de combustível, em Apodi. Na ocasião, ele disse que este policial chamou o GTO e também a RP para fazer a condução dos suspeitos, mas que após o evento criminoso não conseguiu mais localiza-los.

O delegado disse que a vítima não é foragida de Justiça. Mostrou documento de busca no sistema, onde não consta ordem e prisão para Gildomar Barbosa. Não comenta o fato de que Gildomar Cabeça, como é mais conhecido, têm diversas passagens na Polícia por variados crimes em várias regiões do Estado. Em Jucurutu, ele teria dito a PM que havia matado dois.

O delegado também garantiu que trabalhou a investigação com imparcialidade. Disse que além de testemunhas de acusação, também ouviu testemunhas de defesa, que foram à Delegacia dizer que os suspeitos George e Erivaldo eram pessoas boas. Estas três testemunhas também afirmaram que a vítima, até então não identificada polícia, era arruaceiro. .

As testemunhas também relataram uma “suposta ameaça sofrida pelo Sr. George”. O fato é que George matou e confessa o ex presidiário  Gildemar Cabeça, o delegado Paulo Nilo não conseguiu ouvi-lo, o  advogado alega que foi porque o delegado não quiz recebe-los para apresentação espontânea e a Justiça decretou a prisão preventiva não só de George de Oliveira, mas também de Erivaldo Fernandes, que estava com ele.

“Eu vejo que ele ser foragido ou não, não lhe tira o direito à vida. Se estava sendo ameaçado, ele (George)  em momento algum nos procurou para registrar esta ocorrência. Ele optou em praticar justiça com as próprias mãos. Eu vejo desta situação do advogado como uma forma de reverter os quadros fáticos e subverter a realidade e, com isto, tentar comover a opinião pública, banalizando a vida”, disse o delegado Paulo Nilo.

“O Sr. George está sendo investigado como qualquer outro autor de homicídio aqui na comarca de Apodi. Uma vez concluído o inquérito, ele vai ser indiciado e ele vai ser processado na justiça conforme os autos do processo”, finaliza o delegado Paulo Nilo, acrescentando que está à disposição “para receber o Sr. George, ele vai ficar preso, aí ele vai ficar à disposição da Justiça”.


Advogados acionam o TJRN com pedido de habeas corpus para George e Erivaldo

Procurado para comentar sobre o caso do comerciante George de Oliveira, 47, e do ajudante Erivaldo Loupo Fernandes, 37, os advogados  Darwin Sales e Marcell Terceiro, disseram que já acionaram o Tribunal de Justiça do Estado pedindo habeas corpus. Eles entendem que não existem requisitos para a manutenção do decreto de prisão preventiva.

Os advogados conta que a narrativa inicial publicada na imprensa, com informações da Policia, era de que um andarilho inocente havia sido assassinado num posto de combustível as margens da BR 405, em Apodi. Esta ocorrência foi no dia 10 de dezembro de 2020. Passados vários dias do caso, ainda não havia sido feita identificação oficial da vítima no Instituto Técnico-científico de Perícia.

O caso passou a ser investigado pelo delegado Paulo Nilo, que chegou facilmente aos nomes dos dois acusados: George de Oliveira, conhecido por George de Madalena, e Erivaldo Loupo Fernandes, conhecido por Vando. Havia um policial militar testemunha do caso, que ajudou a esclarecer. O primeiro não fugiu da cidade, teria tentado se apresentar na Policia, e o segundo se quer havia tido participação no caso, mas, mesmo assim, tiveram as preventivas decretadas.

Quanto a vítima, até o dia 17, ou seja, sete dias após o crime, não havia sido identificado oficialmente na investigação policial. Na prática, se trata do ex preso  de Justiça Gildomar Barbosa Nogueira, o Cabeça, conhecido por crimes de arruaças em várias regiões do RN. Quanto a motivação do crime, até então sabia-se apenas que Cabeça havia causado problemas no Matadouro Público, onde George é gerente.

E teria sido estes problemas causados por Cabeça, que levou George a afastá-lo do Abatedouro Público, passando a ser alvo de Cabeça, que procurava vingança contra o gerente do abatedouro. Diante dos fatos, o delegado Paulo Nilo pediu e a Justiça decretou a prisão preventiva, não só de George de Madalena, mas também de Erivaldo, que estava com ele no dia do crime.


Os advogados Darwin Salles e Marcell Terceiro falaram que a história não foi como havia sido narrado na época. Darwin disse que o cliente dele apenas se defendeu, pois comprovadamente vinha sendo sistematicamente ameaçado pela vítima, que se trata ex presidiário Gildomar Cabeça e não um inocente andarilho.


Mostra que CERTIDÃO, que segundo ele, comprova que tentou apresentar o comerciante George e o ajudante  Erivaldo por três vezes e não conseguiu.

Os advogados são enfáticos em afirmar que tentaram por três vezes apresentar espontaneamente George e Erivaldo a Policia e o delegado Paulo Nilo não os recebeu. Não antes da Justiça decretar a prisão preventiva dos dois.

“A defesa tenta de plano apenas que o caso seja elucidado de fato. Entendemos que não está se buscando a verdade e que não existe “andarilho”, mas sim, o Gildomar “Cabeça”, foragido da justiça e que vivia de aterrorizar a cidade de Apodi. George em momento algum contribuiu para esse fim. Foi caçado de maneira incessante é brutal por “Cabeça”, este que costumava dizer que era matador e extremamente perigoso”, escreve Darwin Sales.

Acrescenta: “George é cidadão de bem, de boa índole, e está com sua vida arruinada por tentar apenas se defender de uma injusta agressão. Preza a defesa pelo contramandado de prisão junto ao Tribunal de Justiça, para que possa contar sua versão sem a sua prisão, pois não foram preenchidos os requisitos para a prisão preventiva”, finaliza Darwin Salles.

Já o advogado Marcell Terceiro, que defende os interesses de Vando, explicou que o cliente dele não teve qualquer participação no crime. Apenas estava no local errado e na hora errada. No máximo, uma testemunha do caso.

“Ocorre que a autoridade policial desvirtuou a realidade dos fatos, invertendo a cronologia processual. Onde se busca a apuração de autoria e materialidade para depois, havendo os requisitos para o pedido de prisão preventiva, o fazer. Desta feita, a defesa já impetrou pedido de Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça do RN, onde se aguarda o julgamento”, disse o advogado Marcell Terceiro.

O MOSSORÓ HOJE continua aberto para ouvir as partes do caso, até que esteja totalmente esclarecido. Este é daquele tipo de caso, se a sociedade não comparecer a Delegacia ou na Justiça para ajudar no esclarecimento dos fatos resta uma injustiça praticada, geralmente com uma pessoa de boa índole pagando muito caro por um crime que não cometeu.

Notas

Posto JP Fevereiro de 2021

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