26 SET 2021 | ATUALIZADO 13:50
ESTADO
03/08/2021 14:05
Atualizado
03/08/2021 14:06

“É preciso imunizar de forma plena” diz infectologista sobre atraso da 2˚ dose

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Segundo a infectologista Dra. Mirna Gurjão, a vacinação tem se mostrado eficaz em reduzir o número de adoecimentos graves da Covid-19. “A intenção das vacinas é reduzir o adoecimento grave, e a eficácia desses imunizantes que estamos recebendo, independente da marca, está sendo vista na prática de uma forma bem adequada, desde que as doses sejam dadas no período correto pra que a eficácia seja a máxima ofertada pela própria indústria farmacêutica” explica.
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Apesar do avanço da campanha de vacinação, o Estado do Rio Grande do Norte tem 41 mil pessoas com a segunda dose do imunizante contra a covid-19 em atraso, é o que aponta o levantamento feito pela plataforma RN+Vacina, que monitora a imunização no estado.

A situação é preocupante, pois o atraso compromete a imunidade global de quem recebeu a vacina e, com a chegada da variante Delta, as taxas de transmissão do vírus, que atualmente estão mais baixas, podem voltar a subir.

“Precisamos alertar à população de que quem já estiver dentro do prazo deve procurar as unidades básicas de saúde, os postos ou os drives do seu município, garantindo assim a imunização”, ressalta Kelly Maia, coordenadora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Os dados da plataforma apontam que das pessoas que estão com suas doses atrasadas, 86 recusaram-se a tomar a segunda dose e 48 conseguiram se vacinar em outro Estado. Além desses, 736 óbitos foram registrados de pessoas que tomaram apenas a primeira dose da vacina. “O restante das pessoas estão em atraso sem justificativa, o que nos deixa em alerta”, disse a coordenadora.

Segundo a infectologista Dra. Mirna Gurjão, a vacinação tem se mostrado eficaz em reduzir o número de adoecimentos graves da Covid-19.

“A intenção das vacinas é reduzir o adoecimento grave, e a eficácia desses imunizantes que estamos recebendo, independente da marca, está sendo vista na prática de uma forma bem adequada, desde que as doses sejam dadas no período correto pra que a eficácia seja a máxima ofertada pela própria indústria farmacêutica” explica.

A infectologista destaca que, houve estudos para que fosse analisado também o tempo entre uma dose e outra. Se a segunda dose não for feita no momento adequado ela perde a sua capacidade de imunização.

“A orientação é que todas as pessoas evitem o atraso só realmente atrasassem no meio desse do prazo, entre uma dose e outra, se houver o adoecimento, que isso é um motivo de impedimento de realização no momento” frisa.

Dra. Mirna explica que, se após a primeira dose, acontecer da pessoas adoecer por Covid, deve-se esperar o prazo de trinta dias do início dos sintomas para que possa tomar a segunda dose.

Já para as pessoas que estão com medo de tomar a segunda dose, ou tiveram alguma reação adversa, Dra. Mirna recomenda procurar um médico no posto de saúde pra que ele possa orientar se pode ou não tomar nova dose.

“Então aqueles que tiveram só um quadro de febre leve, de desconforto no corpo, não há problema, pode sim tomar a segunda dose da vacina. Aqueles que tiveram reação vacinal mais severa deve procurar o posto de saúde pra ser orientado, aqueles que não tiveram nenhuma reação adversa devem procurar sem medo algum tomar a segunda dose, porque é importante pra que nós possamos vencer de verdade e acabar com essa pandemia, nos imunizar de uma forma plena” ressalta

O Rio grande do Norte registra 1.577.438 pessoas vacinadas com a primeira dose, o que representa 59% da população e 602.381 pessoas com a segunda dose, representando 22% da população com esquema vacinal completo.


Notas

Posto JP - Maio de 2021

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