02 DEZ 2020 | ATUALIZADO 18:35
POLÍCIA
Da redação
24/03/2015 12:57
Atualizado
13/12/2018 10:22

PF desarticula grupo envolvido em fraude milionária na Caixa no CE

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O prejuízo causado pelo grupo de empresários pode chegar a R$ 100 milhões; o principal envolvido no esquema foi preso em Natal na manhã de hoje, 24
Imagem 1 -  PF desarticula grupo envolvido em fraude milionária na Caixa no CE
Polícia Federal/CE

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 24, a Operação Fidúcia * com o objetivo de desarticular organização criminosa que fraudava contratos de financiamentos em agências bancárias da Caixa Econômica Federal – CEF, no Ceará. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 100 milhões.

O principal gerente da Caixa envolvido nessa fraude foi preso hoje em Natal/RN. Ele se apresentou a Superintendência da Polícia Federal e já está sendo levado para Fortaleza/CE.

Os carros que foram apreendidos custam aproximadamente mais de um milhão de reais.

Cento e cinquenta policiais federais participam da operação e dão cumprimento a 56 mandados judiciais, sendo 5 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, 14 mandados de condução coercitiva e 25 mandados de busca e apreensão.

Todos os mandatos envolvem empresários e servidores da CEF que engendraram um elaborado esquema de fraudes e desvios de vultosa quantia da Caixa.

As investigações, iniciadas após auditoria interna da CEF, constatou fraudes na obtenção de financiamentos e empréstimos bancários, baseados em documentos falsos e empresas de fachadas, que causaram um prejuízo de mais de R$ 20 milhões, podendo, após o término da análise dos documentos apreendidos, chegar ao montante de mais de R$ 100 milhões.

As investigações apontaram que a organização criminosa agia, inicialmente, criando empresas de fachadas para serem beneficiárias de empréstimos bancários. Na sequência, o grupo falsificava a documentação para viabilizar a concessão de financiamentos.

Os servidores aliciados manipulavam o processo de concessão de financiamentos e empréstimos, ignorando normas básicas de segurança, bem como se furtando do dever de verificar a documentação necessária para a concessão deles.

As medidas judiciais objetivam colher mais indícios sobre a participação de cada um dos membros da organização criminosa, bem como rastrear e recuperar o grandioso dano causado ao erário.

Nesse sentido, a Justiça Federal determinou o bloqueio e indisponibilidade dos bens dos investigados.
Os envolvidos, responderão, na medida de suas participações, por associação criminosa, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, estelionato e evasão de divisa.

Será concedida entrevista coletiva à imprensa, às 11h, na sede da Polícia Federal, no endereço Av. Borges de Melo 820, Bairro de Fátima, Fortaleza/CE.

* O nome “FIDÚCIA” faz referência à modalidade de financiamento utilizado pela organização criminosa, vez que os bens dados fiduciariamente em garantia aos empréstimos sequer existiam.

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AME

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