
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou uma grande ação para desarticular a estrutura de uma facção criminosa que atua no estado. Ao todo, os policiais cumpriram 59 mandados judiciais expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM). As ordens foram espalhadas por nove bairros de Natal e por outros sete municípios do interior e da região metropolitana, incluindo Parnamirim, Macaíba e Areia Branca.
A operação, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (27), resultou na prisão de 26 pessoas que eram investigadas por envolvimento com o grupo. Durante as buscas nas residências e locais monitorados, as equipes apreenderam armas, drogas, veículos e dinheiro em espécie. De acordo com os investigadores, todo o material passará por perícia técnica e deve ajudar a identificar outros integrantes da rede que ainda não foram alcançados.
As investigações sobre o grupo começaram em 2024, quando a inteligência da polícia passou a aprofundar as informações sobre os suspeitos. O cruzamento de dados e a análise de informações colhidas em campo permitiram identificar a divisão de tarefas dentro da organização. O bando funcionava de forma hierarquizada, com divisões claras entre os responsáveis por executar crimes, os articuladores e os membros que transmitiam ordens e davam suporte logístico.
A operação é a quinta fase de uma ação nacional e teve o apoio da Polícia Penal do estado. Os agentes penitenciários ajudaram no monitoramento e na localização de suspeitos que já cumpriam pena fora dos presídios e usavam tornozeleira eletrônica. O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) da Secretaria de Estado da Segurança Pública também deu suporte aéreo para garantir a segurança dos policiais civis durante as prisões.
A ação faz parte de um cronograma da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), um programa coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Essa rede nacional tenta articular o intercâmbio de informações e aproximar o trabalho das polícias civis de diferentes estados do país. A Polícia Civil potiguar informou que as investigações continuam para analisar os objetos apreendidos e detalhar a responsabilidade individual de cada um dos suspeitos detidos.