24 ABR 2019 | ATUALIZADO 22:38
POLÍCIA

Júri mossoroense absolve acusado de matar Zoinho em Carnaubais

Antônio Alves Sobrinho, o Zoinho, havia sido assassinado numa emboscada no município de Carnaubais no ano de 2015; O julgamento de Ebinho, um dos acusados, aconteceu nesta quarta-feira, 6, em Mossoró.
DA REDAÇÃO
06/02/2019 19:41
Atualizado
06/02/2019 18:43
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Júri mossoroense absolve acusado de matar Zoinho em Carnaubais
Julgado e absolvido pelo assassinato do vereador Manoel Ferreira Targino e de tentar contra a vida de Francisco Adriano Bezerra Guilherme, de Assu, o agricultor Welber Veríssimo de Melo, o Ebinho, de 35 anos, foi absolvido nesta quarta-feira, 6, em Mossoró, do assassinato do técnico de som Antônio Alves Sobrinho, o Zoinho
FOTO: REPRODUÇÃO TV TERRA DO SAL

Julgado e absolvido pelo assassinato do vereador Manoel Ferreira Targino e de tentar contra a vida de Francisco Adriano Bezerra Guilherme, de Assu, o agricultor Welber Veríssimo de Melo, o Ebinho, de 35 anos, foi absolvido nesta quarta-feira, 6, em Mossoró, do assassinato do técnico de som Antônio Alves Sobrinho, o Zoinho, crime este planejado e executado, com requintes de crueldade, no dia 8 de junho de 2015, na zona rural de Carnaubais.

O Tribunal do Júri Popular de Mossoró absolveu Ebinho do assassinado do vereador Manoel Botinha, de Assu, e deter tentado contra a vida de Francisco Adriano Bezerra Guilherme, de Assu, foi semana passada, em Mossoró, numa defesa muito bem trabalhada pelo advogado Hallrison Sousa Dantas.

Veja mais AQUI.

Com a nova absolvição, a terceira (sendo uma em Assu e duas em Mossoró, Ebinho receberá o alvará de soltura depois de passar 3 anos e 2 meses aguardando julgamento. O advogado Hallrison Dantas destaca que devolveu a vida ao agricultor Ebinho.

Na prisão (CDP em Apodi), inclusive, Ebinho leu 14 livros e conseguiu fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio e conseguir uma ótima nota, podendo ingressar num curso superior numa universidade pública, caso assim deseje o ex-preso.

Caso julgado segundo o MPRN

Jalin e Ebinho convidaram via whatsApp a vítima Zoinho para o Bar de Brancosa, no Alto do Rodrigues. Depois de aceite o "convite", Jalin e Ebinho chamaram Sérgio Tavares, para o mesmo bar.

Zoinho chegou ao local de 12h e passou a beber com seus futuros assassinos. De 12h30, Ebinho fala ao telefone com Sérgio Tavares. Sérgio chama Ebinho ao banheiro para conversar sem que a vítima ouvisse.

Ficou combinado que Ebinho manteria Zoinho no bar por mais algum tempo e Sérgio e Jalin planejaria o crime. Em seguida, Ebinho deveria chamar Zoinho para ir ao sítio de Jalin, deixando claro que Ebinho deveria ir em seu carro e a vítima na motocicleta. Eles queriam ficar com a moto.

Este terminou acontecendo. Jalin avisou a Sérgio quando Ebinho e Zoinho chegaram. De 14h50, Sergio avisa a Jalin, por telefone, que estava indo (de carro) buscar Zoinho para "darem fim longe", informando ainda que estava com duas armas de fogo.

Os três tomaram a moto de Zoinho e o botaram no carro de Sérgio Tavares. "Colocaram-no dentro do veículo de Sérgio Tavares e o levaram para um matagal no município de Carnaubais. Chegando lá, Sérgio Tavares ceifou a vida da vítima com um disparo de arma de fogo na cabeça e se evadiu do local junto com Jalin e Ebinho", narra a peça do MPRN.

O crime foi descoberto na Operação Abril Despedaçado, deflagrada no dia 10 de dezembro de 2015. O caso chegou a Justiça detalhado com datas e horários precisos. Zoinho foi executado por tentado matar Vitor, que é sobrinho de Sérgio Tavares.

Ainda na denúncia do MP na Justiça, consta que Sérgio Tavares foi executado a tiros no dia 27 de julho de 2015, no Sítio São José, no Alto do Rodrigues, em situação misteriosa.

Por este motivo, não está junto com os irmãos Ebinho e Jalin sendo julgado pelo assassinato de Zoinho nesta terça-feira, 5, em Mossoró.

No julgamento desta quarta-feira, 6, o promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro pediu a condenação do réu por homicídio qualificado. Já o advogado de defesa Hallrison Dantas foi de negativa de autoria e terminou convencendo os jurados da inocência do réu.

Antes mesmo de começar o julgamento, o promotor Armando Lúcio já declarou que se Ebinho voltasse a ser absolvido diante das provas que ele iria expor no plenário, iria recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Estado, assim como fez em relação ao outro caso.


Outros acusAdos

Jalin já foi sentenciado por este caso. Já Sérgio Tavares terminou sendo executado a tiros no Alto Rodrigues há cerca de 2 anos e meio.


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