08 ABR 2020 | ATUALIZADO 12:26
ECONOMIA
21/02/2020 21:53
Atualizado
23/02/2020 20:40

Presidente da Caixa assina contrato de empréstimo de 150 milhões dia 6 de março

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Pedro Guimarães visita Mossoró nos dias 6 e 7 do próximo mês, para inaugurar a Superintendência Regional, visita uma Casa Lotérica e uma Correspondente Bancário; vereadores de oposição acusam que empréstimo será feito no escuro e vai comprometer o futuro financeiro do município
Imagem 1 -  Prefeita Roalba Ciarlini e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, devem assinar o contrato de empréstimo de R$ 150 milhões, autorizado no escuro pela Câmara Municipal de Mossoró, comprometendo o FPM do município.
Prefeita Roalba Ciarlini e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, devem assinar o contrato de empréstimo de R$ 150 milhões, autorizado no escuro pela Câmara Municipal de Mossoró, comprometendo o FPM do município.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, deve assinar no próximo dia 6, junto com a prefeita Rosalba Ciarlini, o contrato de empréstimo no valor de R$ 150 milhões com a Prefeitura de Mossoró, comprometendo os recursos do Fundo de Participação dos Municípios.

O pedido para pegar o empréstimo de R$ 150 milhões em ano eleitoral, comprometendo recursos já comprometidos, foi aprovado em sessões tumultuadas na Câmara Municipal de Mossoró. 14 vereadores que apoiam cegamente o governo Rosalba avalizaram empréstimo.


Entretanto, os vereadores da oposição, como Genilson Alves e Raerio Araújo, questionaram o valor que será pago de juros, quanto o FPM seria comprometido, lembraram que a Prefeitura já deve mais de 110 milhões junto a PREVI, e que o projeto era todo obscuro. Eles acionaram a Justiça.

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Durante os debates, o vereador Genilson Alves foi alvo das milícia digital a serviço do Palácio da Resistência. Quem acionou o grupo de internautas que ganham para bater em quem se opõe aos interesses do Palácio, foi a vereador Aline Couto. Foram divulgados áudios dela acionando os "grupos".

Mesmo com todos os protestos, os 14 vereadores da situação aprovaram que a prefeita Rosalba Ciarlini comprometesse FPM e pegasse o empréstimo de R$ 150 milhões. “Eles não mostraram no projeto que obras iriam fazer e nem como iria pagar estes juros”, diz Genilson. 

Com a aprovação do Tesouro Nacional (notícia dada pelo Jornal de Fato), a operação de crédito fica autorizada, dependendo tão somente da assinatura do contrato, o que deve acontecer durante a visita do presidente da Caixa no dia 6 e 7 de março a Mossoró.

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Em Mossoró, os vereadores da bancada governista, em especial a presidente Izabel Montenegro, estão ansiosos para chegada dos recursos. Eles estão sendo cobrados pela população pela falta de investimentos em áreas vitais, como saúde, educação e segurança. 

Para se ter uma ideia, falta insulina e fitas para pacientes com diabetes. Falta medicação e insumos nas unidades de saúde. Na educação, as escolas não têm o básico para iniciar o ano letivo, segundo denuncia a presidente do Sindserpum, professora Marleide Cunha.

Já os vereadores da oposição sabem que estes recursos fatalmente serão usados, mesmo que indiretamente, para convencer o eleitorado mossoroense a votar na reeleição da prefeita Rosalba Ciarlini, e nos vereadores da bancada governistas, o que representa forte dificuldade para eles conseguirem os votos necessários para voltarem ao legislativo.

Entretanto, vereadores como Genilson Alves, explica que este não é o problema de fato. Segundo ele, o grande problema é que o FPM do município será comprometido pela Prefeitura de Mossoró para pegar o empréstimo de R$ 150 milhões e depois, como vai pagar a folha? Como fica a questão da Previ?

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