20 AGO 2026 | ATUALIZADO 10:07
ESTADO
20/08/2026 09:52
Atualizado
20/08/2026 09:52

Governadora recebe com indignação decisão do TJRN reintegrando PM condenado por estuprar e matar Zaira

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A governadora Fátima Bezerra (PT) veio a público classificar o despacho como inaceitável e ordenou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) acione os tribunais em caráter de urgência para tentar derrubar a liminar. O governo do Rio Grande do Norte abriu um embate direto com o Tribunal de Justiça após a ordem que devolveu a farda e salários ao sargento Pedro Inácio, condenado a mais de 20 anos de prisão por estupro e feminicídio, que teve como vítima a universitária Zaira Cruz, de Currais Novos-RN.
Imagem 1 -  A governadora Fátima Bezerra (PT) veio a público classificar o despacho como inaceitável e ordenou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) acione os tribunais em caráter de urgência para tentar derrubar a liminar. O governo do Rio Grande do Norte abriu um embate direto com o Tribunal de Justiça após a ordem que devolveu a farda e salários ao sargento Pedro Inácio, condenado a mais de 20 anos de prisão por estupro e feminicídio, que teve como vítima a universitária Zaira Cruz, de Currais Novos-RN.
A governadora Fátima Bezerra (PT) veio a público classificar o despacho como inaceitável e ordenou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) acione os tribunais em caráter de urgência para tentar derrubar a liminar. O governo do Rio Grande do Norte abriu um embate direto com o Tribunal de Justiça após a ordem que devolveu a farda e salários ao sargento Pedro Inácio, condenado a mais de 20 anos de prisão por estupro e feminicídio, que teve como vítima a universitária Zaira Cruz, de Currais Novos-RN.
Foto: Marcio Ferreira

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), manifestou forte indignação pública contra a decisão judicial que determinou a reintegração do segundo-sargento Pedro Inácio Araújo de Maria aos quadros da Polícia Militar (PMRN). Em posicionamento oficial divulgado em suas redes sociais, a chefe do Executivo potiguar classificou o despacho liminar do Tribunal de Justiça como inaceitável e informou ter acionado imediatamente os mecanismos jurídicos do Estado para tentar derrubar a ordem.

"Recebo com indignação a decisão que determinou a reintegração à Polícia Militar de um policial condena do por estupro e homicídio a uma mulher", afirmou a governadora. No mesmo pronunciamento, ela garantiu que o governo estadual não aceitará passivamente o retorno do militar, que cumpre pena em regime semiaberto. "Já determinei à PGE [Procuradoria-Geral do Estado] que recorra imediatamente para tentar reverter essa decisão."

Desembargador explica porque reintegrou na PM o sargento condenado por estuprar e matar Zaira

A governadora enfatizou que a presença de um condenado por feminicídio nos quadros da corporação colide frontalmente com a cartilha ideológica e prática adotada pelo mandato, "o nosso governo é claro: não há espaço para tolerância com a violência contra a mulher", asseverou. 

A chefe do Executivo listou os investimentos recentes feitos pelo Estado na ampliação da Patrulha Maria da Penha e na criação de novas Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (DEAMs), além de destacar a adesão do Rio Grande do Norte ao Pacto Brasil contra o Feminicídio.

"Respeitamos o Judiciário, mas vamos recorrer sempre que uma decisão ameaçar o interesse público, a proteção à vida das mulheres e a própria confiança da sociedade na Polícia Militar", contemporizou Bezerra. 


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