
A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato presidencial, estampou a página digital de alguns dos principais jornais do planeta. A cobertura global enfatizou a virada inédita do petista e o consequente revés político da extrema direita liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Posse será no dia 5 de janeiro.
Nos Estados Unidos, a manchete do jornal The New York Times destacava no fim da noite a vitória de Lula e a rejeição ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conteve um movimento de direita liderado por Flávio Bolsonaro, cujo pai foi condenado por tentativa de golpe após a eleição de 2022", registrou o periódico americano.
A agência de notícias Associated Press (AP) seguiu linha semelhante, interpretando o resultado das urnas brasileiras como um revés para o ex-presidente americano Donald Trump e para a expansão da influência norte-americana sobre a América Latina.
Virada inédita
O britânico The Guardian deu relevo à virada de Lula, que terminou o primeiro turno em desvantagem, mas garantiu o quarto mandato, consolidando a derrota da ala bolsonarista.
Na Espanha, o El País também enfatizou a recuperação do petista na liderança da disputa, citando a diferença de mais de 4 milhões de votos de vantagem sobre Flávio. A publicação pontuou que o presidente brasileiro se consolida, com o resultado, como uma força de resistência a Trump no cenário internacional.
O avanço de Lula também repercutiu na mídia europeia e do Oriente Médio. O alemão Der Spiegel estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade do petista, aos 80 anos, no comando da presidência. No Qatar, a rede árabe Al Jazeera noticiou, com base nos dados do órgão eleitoral oficial do Brasil, que o presidente superou seu rival por uma pequena margem para conquistar o quarto mandato.
Na Argentina, o jornal Clarín destacou que o mandatário brasileiro "deu a volta" na eleição, superando o candidato do PL por mais de três pontos percentuais.