21 SET 2019 | ATUALIZADO 14:25
ESTADO

MPRN apura desvio de mais de R$ 300 mil da Prefeitura de Santana do Matos

A “Operação Carcará” foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (12). A ação também está sendo realizadas pelos ministérios públicos de outros 8 estados e visa o enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro.
12/09/2019 08:53
Atualizado
12/09/2019 08:54
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FOTO: REPRODUÇÃO

Na manhã desta quinta-feira (12) o Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou a ação denominada de “Operação Carcará”, com o objetivo de apurar desvios de, pelo menos, R$ 339.902,90 da Prefeitura de Santana do Matos, município da região Seridó potiguar.

Durante a operação, uma ex-prefeita, dois auxiliares dela e 13 empresas e empresários tiveram os bens e contas bancárias bloqueados e sequestrados.

A ex-gestora municipal e os auxiliares estão proibidos de manter contato entre si e passam a ser monitorados por meio do uso de tornozeleiras eletrônicas.

A Operação Carcará cumpre, ainda, mandados de busca e apreensão em 15 locais em sete cidades. Ao todo, 19 promotores de Justiça, 17 servidores do MPRN e ainda 69 policiais militares participaram da ação.

OUTROS ESTADOS

A operação deflagrada nesta quinta, realizada pelos Ministérios Públicos Estaduais, visa o enfrentamento à corrupção e à lavagem de dinheiro, em nove estados.

As ações acontecem no Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe, além do RN, e são promovidas pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos).

Articulada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne os Gaecos do Brasil, a operação nacional cumpre 87 mandados judiciais, dentre busca e apreensão, prisão, afastamento de funções públicas e uso de tornozeleiras eletrônicas.

O objetivo da operação nacional é combater crimes contra a Administração Pública praticados por servidores públicos e particulares, dentre eles crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, Peculato eletrônico, participação em organização criminosa, associação criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro, tráfico de influência, falsidade ideológica e material e fraude processual.

“Lançamos uma grande ofensiva contra a corrupção e a lavagem de dinheiro, reafirmando o propósito de defesa do patrimônio público e garantindo a punição dos que teimam em confiar na impunidade. A lei vale para todos”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, coordenador do GNCOC, sobre a ação nacional.


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