29 ABR 2026 | ATUALIZADO 11:59
ESTADO
Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
29/04/2026 11:56
Atualizado
29/04/2026 11:57

Governo libera R$ 330 milhões para subsidiar preço do gás de cozinha

O governo publicou uma Medida Provisória que libera R$ 330 milhões para subsidiar o preço do gás de cozinha importado. O objetivo é conter a alta provocada pelos conflitos no Oriente Médio, garantindo um subsídio de R$ 850 por tonelada. Na prática, o governo cobre parte do custo para evitar que o aumento chegue ao bolso do consumidor final, especialmente das famílias de baixa renda. Atualmente, o Brasil importa 20% do GLP que consome.
O governo publicou uma Medida Provisória que libera R$ 330 milhões para subsidiar o preço do gás de cozinha importado. O objetivo é conter a alta provocada pelos conflitos no Oriente Médio, garantindo um subsídio de R$ 850 por tonelada. Na prática, o governo cobre parte do custo para evitar que o aumento chegue ao bolso do consumidor final, especialmente das famílias de baixa renda. Atualmente, o Brasil importa 20% do GLP que consome.

Uma medida provisória publicada nesta terça-feira (28) abre crédito de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha, em meio à alta dos preços provocada pelo cenário internacional. O recurso será usado para garantir que o gás liquefeito de petróleo (GLP) importado seja vendido no Brasil pelo mesmo preço do produto nacional, evitando repasses mais elevados ao consumidor final.

A medida faz parte de um pacote anunciado no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, o que pressiona diretamente o custo do gás e do transporte.

Na ocasião, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.

Na prática, o subsídio funciona como uma compensação: o governo cobre parte do custo da importação para que distribuidoras não precisem repassar integralmente a alta ao consumidor.

Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo é proteger o orçamento das famílias, especialmente as de baixa renda, que são mais afetadas por aumentos no preço do botijão.

A subvenção vale, inicialmente, para o período de 1º de abril a 31 de maio, podendo ser prorrogada por mais dois meses, dependendo da evolução dos preços no mercado internacional.

Segundo as regras atuais, créditos extraordinários estão fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, mas estão incluídos na meta de resultado primário (resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública).

Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do Produto Interno Bruto), podendo variar de resultado zero (nem déficit nem superávit) a resultado positivo de R$ 68,6 bilhões (0,5% do PIB).

O Brasil importa cerca de 20% do gás de cozinha consumido no país, o que torna o produto sensível a variações externas, como o preço do petróleo e custos logísticos.

Além da guerra, o governo aponta outros fatores para a alta recente do GLP, como o encarecimento do transporte de cargas e a valorização dos preços internacionais do gás.

A medida provisória também se conecta a programas sociais já existentes, como iniciativas de apoio à compra de gás por famílias de baixa renda, e pode influenciar o valor de referência usado nesses benefícios.

Com a iniciativa, o governo tenta reduzir a volatilidade dos preços em um momento de incerteza global, evitando que oscilações externas tenham impacto direto e imediato no custo de vida da população.


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